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quarta-feira, 7 de março de 2012

AREA Q - ESTRÉIA DIA 13 DE MARÇO DE 2012







Filme nacional com temática espiritualista,do diretor Gerson Sanginitto (“Beyond The Ring”), que terá como protagonistas o norte-americano Isaiah Washington (da série “Grey’s Anatomy”), Murilo Rosa (“Orquestra dos Meninos”) e Tania Khalill (da novela “Fina Estampa”).

"...Ainda que não seja uma produção totalmente brasileira, dividindo locações e elenco americanos, nosso País está representado de forma significativa na película. Rodado em Los Angeles e no interior do Ceará, mais precisamente nas cidades de Quixeramobim e Quixadá (daí a letra Q do título do filme), o longa é fruto de grande pesquisa sobre abduções, contatos imediatos e sabedoria popular, que promete trazer efeitos visuais eficientes, assinados pelo cineasta cearense Marcio Ramos, premiado pelo curta de animação “Vida Maria”. "

O longa-metragem não traz diretamente os fundamentos espíritas, mas faz refletir sobre a vida extrafísica, utilizando-se de boa dose de licença poética para falar da emancipação da alma durante o sonho, que não estamos sozinhos no Universo, fala da transição planetária, da defesa da vida desde a concepção e preservação do meio ambiente, além da reencarnação ser abordada de forma muito direta. A chamada " Há muitas moradas na Casa do meu Pai" é um alerta nesse momento de Transição e que devemos cuidar melhor da nossa Morada.



Essa é mais uma grande oportunidade de levarmos uma mensagem de esperança à todos aqueles que ainda necessitam despertar para a realidade espiritual. A arte, o

entretenimento é capaz de levar um grande número de pessoas à reflexão, convidando a trilhar novos caminhos, novas descobertas e a temática espírita e espiritualista veio para ficar !!

Area Q" é co-produzido pela Estação Luz Filmes que fez "Bezerra de Menezes, o Diário de um Espírito", "Chico Xavier", de Daniel Filho e " As Mães de Chico Xavier" . E mais: o "Area Q" também co- produzido pela Mundo Maior Filmes , da Fundação Espírita André Luiz, que realizou "O Filme dos Espíritos".

Como todos já sabem, é muito importante a lotação das salas de cinema nas primeiras semanas. A Reef Pictures, produtora do filme, diz que poderá distribuir o filme nos E.U.A se ele for um sucesso de público aqui no Brasil, com grande chance de chegar a outros países. A produção foi indicada a melhor filme no Los Angeles Brazilian Film Festival 2011.

Sinopse

A busca incessante de um pai para encontrar seu filho o leva a uma descoberta extraordinária que irá mudar sua vida para sempre.

Thomas Mathews (Isaiah Washington, de Grey´s Anatomy, Romeo Must Die, Clockers, True Crime) é um repórter reconhecido no círculo jornalístico como o homem que vai atrás dos fatos para revelar a verdade. Ele é o vencedor do Prêmio Conscience-in-Media por expor um escândalo de derramamento tóxico por uma grande corporação.

A vida de Thomas dá uma guinada quando seu filho Peter desaparece. Um ano se passa e Thomas não descobriu nada sobre o sequestro. A busca obsessiva por uma pista que pudesse explicar o desaparecimento de Peter vira a vida de Thomas de cabeça para baixo. Thomas está prestes a perder sua casa e seu emprego. Seu chefe e amigo, Dylan, a fim de ajudar, oferece a ele um projeto especial em que Thomas terá que investigar casos de avistamentos de OVNIs, contatos imediatos do primeiro, segundo e terceiro grau, e até de abduções. O único problema é que Thomas terá que ir ao Ceará, estado localizado no Nordeste do Brasil. O jornalista definitivamente não quer deixar Los Angeles, porque uma nova pista sobre seu filho pode aparecer a qualquer momento. Depois de pensar muito a respeito, Thomas decide ir.

No Brasil, ele investiga histórias sobre os avistamentos de alienígenas que ocorreram nas pequenas cidades de Quixadá e Quixeramobim, conhecidas como Área Q. Durante a investigação, Thomas conhece João Batista, (Murilo Rosa, de Araguaia, Orquestra de Meninos), um caboclo que tem muitas respostas sobre o que está acontecendo nessa área e também sobre o filho de Thomas.

Uma série de eventos inesperados acaba com o plano original de Thomas, que é escrever a matéria e ir embora o mais rápido possível e o jornalista se vê lutando para acreditar no que tem visto. Pouco a pouco, ele começa a perceber que está prestes a vivenciar a maior descoberta de sua vida.

Você está aqui: Início / Elenco

Elenco

Estrelando

Isaiah Washington

Thomas Mathews

Murilo Rosa

João Batista

Tania Khalill

Valquiria

Ricardo Conti

Eliosvaldo



Elenco no Brasil

Leuda Bandeira

Dona Lourdes

Adriana Borba

Judith jovem

Sol Moufer

Maria das Graças

Rodger Rogério

Josias

Karla Karenina

Dra. Luiza

Maria Fernanda Mota

Mulher

Daniel Porpino

Nilton

Haroldo Serra

Seu Raimundo

Hiramisa Serra

Judith



Elenco nos EUA

Jordan Jones

Peter Mathews

Leslie Lewis Sword

Carol Mathews

Apollo Powers

Peter Mathews bebe

Jenny Vilim

Cynthia

Ana Kelly

Luz

Steve Filice

Dylan

John Deignan

Sargento Williams

Ronnie Gene Blevins

Marido com a câmera

Lisa Crilley

Mãe

Daniel Zykov

Filho do Casa

CONTATOS:

Fone: +55 85 3244.1094 Email: contato@areaqofilme.com.br

sexta-feira, 10 de junho de 2011

PRODUÇÕES CINEMATOGRÁFICAS DIRIGIDAS POR MÁRCIO GARCIA


Juliana Paes: Novo Filme em Hollywood

A atriz Juliana Paes está investindo mesmo em sua carreira no cinema. Entre seus próximos projetos está incluso um filme gravado em Hollywood e dirigido por seu ex-parceiro de novela, o ator Márcio Garcia. Já foram divulgadas algumas fotos das cenas filmadas em Los Angeles. No filme, ela contracena com Dean Cain, do seriado já extinto As Aventuras de Super-Man, além de outros atores internacionais.
O longa-metragem chama-se Bed & Breakfast e tem como temática um romance entre uma vendedora e um norte-americano. Bom, é esperar para ver o resultados nas telonas, apesar de não termos a previsão de estreia nos cinemas nacionais.
http://www.eitapiula.net/cinema/juliana-paes-em-novo-filme-de-marcio-garcia-em-hollywood/?utm_source=feedburner&utm_medium=feed&utm_campaign=Feed%3A+EitaPiula+%28EitaP%C3%ADula!%29






Ronaldo fará vilão em novo filme de Márcio Garcia



No microblog twitter, diretor avisou que fenômeno contracenará com Andy García e Juliette Lewis no longa que receberá o nome de 'Open Road'
SÃO PAULO - Após pendurar as chuteiras, Ronaldo aceitou o convite de Márcio Garcia para interpretar um vilão em seu novo filme, Open Road, no qual contracenará com os atores Andy García e Juliette Lewis.
Alberto Martín/Efe
Ronaldo interpretará vilão em filme com direção de Márcio Garcia com filmagens previstas para junho
"Devo confirmar nesta quarta-feira, 4, o protagonista de 'Open Road', que atuará junto a Andy García, e Juliette Lewis", disse o diretor brasileiro através do Twitter.
Para colocar uma dose de suspense no anúncio, Márcio Garcia acrescentou que a produção contaria ainda com a participação de "um fenômeno" brasileiro. Horas mais tarde, o diretor confirmou no microblog a presença de Ronaldo: "É isso mesmo, meus queridos, o Fenômeno (apelido de Ronaldo) estreará em Hollywood".
A rodagem do filme, o segundo de Márcio Garcia, que também dirigiu "Bed and Breakfast", começará em junho deste ano, em Los Angeles.
Em março, Ronaldo já havia testado suas habilidades como humorista no programa de televisão CQC, onde fez muitas brincadeiras sobre sua comentada vida fora dos campos de futebol.
http://www.estadao.com.br/noticias/arteelazer,ronaldo-fara-vilao-em-novo-filme-de-marcio-garcia,714648,0.htm
Marcio Garcia faz as malas para filmar ‘Open road’ em Los Angeles, com estrelas como Andy Garcia e Juliette Lewis no elenco
Marcio Garcia está de malas prontas para os EUA onde vai rodar seu segundo longa-metragem Foto: Urbano Erbiste
Sara Paixão
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Desde que fechou com um elenco hollywoodiano para seu terceiro filme como diretor, “Open road”, Marcio Garcia — que embarca terça-feira para Los Angeles, onde começa a rodar o longa — ampliou seu círculo de amizades.
— O Andy (Garcia, estrela de “Os intocáveis” e “O Poderoso Chefão 3”) acabou de entrar online — diz ele, diante do computador, referindo-se ao ator cubano que estará no filme: — Conversamos dia sim, dia não, via Skype. Posso dizer que se tornou um amigo, é um dos produtores de “Open road”. E me desligo desse mito “vou dirigir o Andy Garcia”. Ele é um ser humano.
Além do astro, integram o elenco do longa os americanos Juliette Lewis, Luke Wilson e Camilla Belle, além do ex-jogador Ronaldo Nazário, que viverá um estuprador e vai aparecer em uma única cena, de sexo, com Camilla.
— Ronaldo não vai pagar mico. Ele será superbem preparado. Por que foi atleta não pode fazer uma coisa bacana? — questiona Marcio, que afirma também sentir o peso do preconceito: — O cara boa-pinta não pode ter cérebro? Para ser diretor, tem que usar jaleco com dois bolsos e fumar charuto?
Aos 41 anos, Marcio deixou de ser só galã de novelas e apresentador faz tempo. Além de investir em empresas de diferentes ramos, montou sua produtora e, com o curta-metragem “Predileção” (2009), faturou prêmios internacionais e elogios de José Wilker, Jô Soares e Bráulio Mantovani, roteirista de “Tropa de elite”. Já seu primeiro longa, “Amor por acaso” (2010), estrelado por Juliana Paes e pelo americano Dean Cain, não foi bem de crítica. E ele reconhece as falhas: — Foi legal, mas me não me realizou como cineasta. Filmei às pressas, em 18 dias, o roteiro era muito previsível. Se voltasse atrás, talvez não fizesse de novo. “Open road” é mais cabeça, vou poder mostrar minha identidade.
Mas Marcio não omite a experiência de seu breve currículo de diretor.
— Fernando Meirelles dirigiu “Menino Maluquinho” e ninguém sabe. Ele mal fala sobre isso. Na carreira, acontece de a gente pegar personagens que não ajudam. Foi o que aconteceu comigo na novela “Caminho das Índias” (2009). Ninguém sabia se o Bahuan era bom ou mau e sobrou pra mim. Não deu liga — admite.
Andy Garcia vem rodar cenas no Brasil
As filmagens de “Open road” começam no dia 1 de junho, em Los Angeles (EUA), e devem durar um mês. Depois, Marcio Garcia traz Andy Garcia e Camilla Belle para rodarem, no Espírito Santo, cenas do núcleo brasileiro do longa. Com roteiro de Julia Camara, “Open road” narra a história de Andy (Camilla), filha de brasileiros que é abandonada pelo pai ainda criança e, ao completar 18 anos, sai de casa para correr o mundo.
— A protagonista ia ser a Julia Stiles (de “Identidade Bourne”), mas ela tem um cachê de US$ 4 milhões e pediu US$ 1 milhão. Daí pintou a Camilla, que hoje é queridinha de Hollywood e está em 202º lugar entre as celebridades do site IMDB — afirma Márcio.
Na estrada, a jovem conhece Chuck (Andy Garcia), um morador de rua.
— Ele fica cercando a Andy, cheio de atitudes capciosas. E ela ainda vai se interessar por David (Luke Wilson, de “Legalmente loira”) — adianta o diretor.
Christiane Torloni está cotada para interpretar a mãe de Andy. Já Fernanda Machado viverá sua irmã.
— O legal é que Camilla também fala português, é filha de brasileira. Assim, mantemos um link com o Brasil, que acho importante — diz Marcio, que ainda dirigirá Juliette Lewis (de “Garota fantástica”).
http://www.dihitt.com.br/barra/open-road-novo-filme-de-marcio-garcia-com-camilla-belle
Cartaz do novo filme dirigido por Márcio Garcia é divulgado na web
No site e no Twitter do produtor do filme "Open Road", Uri Singer, encontramos mais algumas informações importantes do filme do ator e agora diretor Márcio Garcia.

[contém spoilers]

"Open Road" é a história de Angie, uma jovem mulher que está em busca de um sentido na vida. Do jeito que ela não só se encontre, mas também conheça o amor em suas diversas formas.

As filmagens começam no próximo dia 31 de maio. No elenco, estão os atores Andy Garcia, Juliette Lewis e Camilla Belle, a protagonista Angie. O ex-jogador Ronaldo fará uma participação especial.

Mais informações: www.acdcinema.com

Filme de Márcio Garcia estréia em Los Angeles
03/17/2010 07:56:02 AM
Com direção e roteiro de Márcio Garcia, “Predileção” foi premiado na Inglaterra.
O ator Márcio Garcia, 39, esteve na Califórnia para acompanhar a exibição do filme “Predileção” na Los Angeles Film School. Ele atuou como diretor e roteirista da produção. Márcio aproveitou a ocasião para anunciar um novo filme.

O curta foi premiado no Newport Film Festival na Inglaterra e selecionado para o Cleveland International Film Festival. Filmado no centro da capital carioca, “Predileção” conta a história de um assalto surpreendente. As gravações contaram até com a presença de helicóptero.

No elenco, atores como Guilhermina Guinle, Ricardo Blat, Milhen Cortaz, Babu Santana e Rodrigo Lombardi, este último companheiro de Garcia na novela “Caminho das Índias”. As locações do curta ocuparam as principais vias do Rio de Janeiro e incluíram ainda a Câmara de Vereadores.

A função de diretor deixou Márcio empolgado. Tanto que no início de abril próximo ele começa a filmar o longa “Bed&Breakfast”. As filmagens vão se dividir entre o Rio de Janeiro e Los Angeles. Trata-se de uma comédia romântica. Uma vendedora de uma grande loja de departamentos do Rio descobre que herdou uma propriedade vinícola na Califórnia.

Ator comprova talento
O filme é uma produção da B.B.Film Productions, M.G.P. e FJ Productions, Inc. Além de dirigir, Márcio também atua ao lado de Luiza Almeida, Luiza Valdetaro e novamente com Rodrigo Lombardi. A parte americana da produção deve contar com Eric Roberts, Danny Glover, Nicole Sullivan, Jane Seymour e Tim Curry. A escalação do elenco brasileiro está a cargo de Marcela Altberg, e Joe Lorenzo está encarregado de convocar os atores americanos.

Casado com Andréa Santa Rosa e pai de três filhos, Márcio Garcia iniciou a carreira televisiva na MTV. Foi para a Rede Globo em 1994, quando atuou na novela “Tropicaliente”. Ganhou destaque ao interpretar o Marcos de “Celebridade”, vilão chamado por Laura, personagem de Cláudia Abreu, de “Michê. Ele, por sua vez, se referia à amante como “Cachorra”.

Recentemente, o ator provou que tem talento, quando esteve na pele do indiano Bahuan. No cinema, interpretou Diamantino dos Anjos em “Carmo” e dublou Diego em “A Era do Gelo”.
Por: Angela Schreiber - Comunidade News

quarta-feira, 27 de abril de 2011

ANIMAÇÃO " RIO "



Depois de chamar atenção como co-diretor de A Era do Gelo (2002) e Robôs (2005) e como diretor das duas continuações da aventura glacial, o brasileiro Carlos Saldanha decidiu homenagear sua cidade natal com a animação Rio. E, para isso, conta com um elenco de peso, com nomes como o brasileiro Rodrigo Santoro, Anne Hathaway (de Amor e Outras Drogas), Jesse Eisenberg (de A Rede Social), o oscarizado Jamie Foxx (de Ray) e o músico Will i Am, dos Black Eyed Peas, dublando os cativantes e muito divertidos personagens; além de uma competente equipe técnica.

O trabalho em 3D, com planos abertos e profundidade de campo, valoriza as belíssimas paisagens e belezas naturais da cidade, resultando em uma animação visualmente perfeita. Rio não lança mão do didatismo de Brasil Animado, que tinha como proposta fazer um tour tipo exportação pelo país, mas tem como principal aspecto visual exaltar as belezas e o carnaval da cidade do Rio de Janeiro, embora se aproprie de uma espécie de desfocado "olhar estrangeiro", que ignora a vida cotidiana de uma metrópole com tantos problemas e desigualdades, criando uma visão caricata de sua população.

O longa conta a história de Blu (dublado perfeitamente por Jesse Eisenberg), uma arara azul domesticada, que não sabe voar. Após ser capturado por contrabandistas de aves exóticas, ainda filhote, Blu acaba indo parar na fria Minnesota (norte dos EUA), bem longe do Rio de Janeiro, mas é tratado com amor e cuidado por Linda (Leslie Mann, de O Golpista do Ano). Por ser o último macho de sua espécie, o ornitólogo (biológo que se dedica ao estudo das aves) Túlio (Rodrigo Santoro) quer convencer Linda a levá-lo para o Rio de Janeiro, a fim de perpetuar a espécie com a fêmea Jade (Anne Hathaway).

E é na "cidade maravilha, purgatório da beleza e do caos", que Blu irá viver a maior aventura de sua vida e se ver obrigado a esquecer o ambiente doméstico a que estava acostumado, para poder encarar a temida vida numa natureza desconhecida e, aparentemente, hostil. Permeando as aventuras e apresentações de personagens, a música é elemento essencial em Rio e o brasileiro Sergio Mendes, produtor musical executivo, lança mão de ritmos que misturam o carnaval carioca com o pop norte-americano.


Além da relevante, e bem humorada, crítica ao contrabando e comércio ilegal de aves exóticas, também é abordado, embora superficialmente, o importante tema da extinção. Rio tem a capacidade de dosar elementos narrativos de forma a agradar tanto a adultos quanto a crianças, o que merece méritos, já que o gênero animação tem criado uma espécie de separação entre filmes voltados para adultos e filmes voltados para o público infantil. Com exceção das caricaturas, a composição dos personagens também merece destaque, principalmente as diversas espécies de aves e os macacos espiões, que se comunicam até por SMS (a cena da briga entre aves e macacos é sensacional).

Desde a abertura do longa, com a vista panorâmica do Pão de Açúcar e o empolgante desfile de carnaval de aves exóticas, são destacados pontos turísticos do Rio de Janeiro, como os Arcos da Lapa, Cristo Redentor, Praia de Copacabana e Santa Teresa. Tanto para os moradores da cidade, quanto para quem a conhece, é interessante reconhecer paisagens tão bem desenhadas e transpostas com perfeição para o filme, mas, independentemente de se passar em época de carnaval, também pode incomodar parte do público a visão exageradamente carnavalesca da cidade (como se o carioca, de forma generalizada, só se preocupasse com futebol e festividades), assim como o fato de em Rio praticamente toda a população carioca ser fluente em inglês, o que não corresponde à realidade.

O fato de ser uma obra de arte que lança mão da licença poética (como animais que falam, tão comuns desde o advento dos filmes de animação) não justifica o fato de retratar de forma errônea moradores de uma determinada região, como se fossem apenas uma massa uniforme, sem a rica diversidade cultural que apresenta. Quando a intenção de um projeto é parodiar um estereótipo comportamental, cultural e/ou regional, ou até mesmo uma sociedade, como Os Simpsons, deve-se analisá-lo a partir deste contexto, independentemente de suas generalizações, já que particularidades presentes em uma massa heterogênea não retratam fielmente uma população como um todo, apenas características presentes em parte deste conjunto de pessoas.

E este não é o caso do Rio de Saldanha, pois o filme não tem intenção de parodiar a cidade, mas exaltar suas belezas, e acaba, de forma involuntária, criando uma caricatura pejorativa de sua população. A animação mais parece uma espécie de lúdico universo particular, mesmo reconhecido por grande parte do público, não em sua totalidade, mas nos que se identificam com as particularidades apresentadas. Separando a análise subjetiva de uma visão baseada na experimentação do cinema em sua função de entreter, Rio é uma linda animação, empolgante em suas imagens, músicas e cenas de ação (tanto para crianças quanto para adultos), mas falha numa tentativa de autorretrato da população carioca. Como a banda Maglore canta, "me disciplinaram tão além, que eu esqueci de venerar os carnavais também".

Por: Mattheus Rocha

Rio – 2011
Brasil, Canadá, EUA – 96 min
Direção: Carlos Saldanha
Roteiro: Don Rhymer, Joshua Sternin, Jeffrey Ventimilia, Sam Harper
Dublagem Original: Anne Hathaway, Jesse Eisenberg, Leslie Mann, Jamie Foxx, Jake T. Austin, Rodrigo Santoro, Jemaine Clement, George Lopez, Tracy Morgan, Will i Am, Wanda Sykes, Brian Baumgartner, Carlos Ponce, Bernardo de Paula







- escute, diga a ela que tem olhos lindos!!!
- é, ótima idéia!
- eu tenho olhos lindos!
- sim, são lindos!
- não... os dela os dela!
- ah ok, não você tem olhos lindos, eu sei que os meus são legais, mas, seus olhos são lindos!!!
kkkkkk! muito legal!





FONTE:http://www.cinemanarede.com/2011/03/critica-rio.html

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

COMO O BRASIL QUER CONQUISTAR HOLLYHOOD!



No campo da cultura, 2010 está definitivamente marcado como um ano de polêmicas. Somaram-se as propostas de reforma da Lei de Direitos Autorais e da Lei Rouanet, as restrições à liberdade de imprensa e, agora, a indicação brasileira do filme Lula, O Filho do Brasil, de Fábio Barreto, para concorrer a uma vaga na disputa do Oscar de Melhor Filme em Língua Estrangeira. Todas elas têm um elemento em comum: a disputa de limites entre os interesses governamentais e os do setor cultural.

A megaprodução Lula, O Filho do Brasil, feita sobre a biografia do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, foi escolhida por unanimidade para representar o Brasil no Oscar por intermédio de uma comissão técnica. Foram quatro representantes indicados pela Academia Brasileira de Cinema, dois pela Ancine (Agência Nacional do Cinema) e três pelo Ministério da Cultura. Há, como se vê, uma maioria de representantes estatais, mas o presidente dessa comissão, cineasta Roberto Farias, garante que não ocorreu nada de político na escolha: "Algumas pessoas julgam que houve influência política. Não houve. Os membros dessa comissão acreditam que esse é o melhor filme para o Oscar, não por juízo de valor artístico ou estético, mas pela possibilidade de ser bem recebido lá em Hollywood", afirma.

Fora da comissão, porém, a aceitação do filme não foi consensual. Muito pelo contrário. Nomes importantes da área, como o cineasta Alexandre Stockler e o crítico Rubens Ewald Filho, contestam veementemente a escolha. "Como cinema não é o melhor que nós temos, é uma produção que veio errada desde a maneira como nasceu, com aquele gasto todo de dinheiro", diz Stockler. Para apimentar ainda mais a discussão, houve uma clara discordância do público com o resultado, manifesta numa enquete promovida pelo próprio Ministério: Lula, O Filho do Brasil ficou em 6° lugar, com 1% dos votos, bastante atrás de Nosso Lar (70% dos votos) e Chico Xavier (12% dos votos).

Helia Scheppa/AE

E assim o Brasil viaja para o Oscar

Polêmica formada, o DCultura foi ouvir a sociedade e a classe artística a respeito do assunto. A elegante Glória Kalil declinou educadamente, o provocador Antônio Abujamra não polemizou – "eu já apanhei tanto por falar desse tipo de assunto..." –, mas outros tantos fizeram o debate crescer.

O primeiro ponto de discórdia vem dos que consideram que a indicação deveria se pautar em atributos estéticos, bastante questionados em Lula, O Filho do Brasil. Apenas um dos entrevistados pelo DCultura, o veterano compositor Billy Blanco, considera o filme bom artisticamente: "É forte em todos os pontos!" A maior parte faz ressalvas. Para a atriz Vida Alves, presidente da Associação dos Pioneiros da Televisão, o filme é "um pouquinho simples para o Oscar". O jornalista Reinaldo Azevedo, crítico ferrenho do lulismo, autor dos livros O País dos Petralhas e Máximas De Um País Mínimo, vai mais longe, dizendo que o filme é pateticamente ruim. "Evidentemente, se trata de uma indicação política. Onde quer que a cultura seja financiada pelo Estado tem isso: a melhor forma de as pessoas que precisam desse capilé demonstrarem sua independência é mostrar sua sabujice", dispara.

Da receptividade majoritariamente fria da crítica e do público – lembre-se que, além da derrota na enquete do Ministério da Cultura (veja também, os números da enquete promovida pelo site do DC), o resultado nas bilheterias foi amplamente tido como aquém das expectativas – vem outra parte do espanto que acompanhou a indicação. "É uma decisão curiosa escolher um filme tão polemizado pela crítica e não tão expressivo comercialmente", diz a cineasta Daniela Thomas. O fotógrafo e professor universitário Cristiano Mascaro segue a mesma linha. "O filme não teve críticas favoráveis nem sucesso de público. Se fosse uma indicação vinda de um órgão do governo, eu acharia 'normal'. Mas vindo de um júri com gente qualificada, como foi, acho estranha", comenta.

A comissão do Oscar, como disse Roberto Farias, não se prendeu aos méritos artísticos, mas às possibilidades de repercussão do filme nos Estados Unidos. Os grandes trunfos seriam, aí, a biografia do presidente e o seu prestígio no exterior. "É um filme profissional e conta uma história de superação, algo de que os americanos gostam muito. Então, como história, nos parece ter alguma chance. Acrescento a isso o fato de Fábio Barreto já ter tido uma indicação para o Oscar com O Quatrilho e não ser um diretor desconhecido", justifica.


Em princípio, o interesse do enredo é evidente. Mesmo que se discuta se a história do sindicalista que virou presidente foi contada com fidelidade, como pede o maestro Júlio Medaglia, não dá para negar que a matéria-prima seja instigante. O jurista e desembargador aposentado Walter Maierovitch conta que não costuma assistir a filmes que pareçam laudatórios a pessoas públicas, como o indicado brasileiro, mas confirma a grande atenção que a trajetória de Lula desperta no exterior. "O interesse sobre o Lula na Europa é enorme. Estive na última reunião da FAO (Food and Agriculture Organization, ligada à ONU), em Roma, e ele reuniu mais gente do que o próprio Papa. Isso pode ser um atrativo do filme", exemplifica.

Há, contudo, quem desconfie do peso da história e do prestígio de Lula na disputa do Oscar. Rubens Ewald Filho, experiente em comissões e coberturas da premiação, acha que os norte-americanos podem ter uma reação bastante adversa. "Eles gostam de ver tudo, menos a geografia, a cara do lugar. Um político local, então, é o que há de mais inadequado", acredita. Na sua opinião, se houve algum direcionamento político, o tiro vai sair pela culatra. "Não há precedentes de um governo mandar um representante oficial que louve o seu próprio governante. Eles vão ficar de orelhas em pé, pensando que estão diante de um cara com pretensões a Mussolini", prevê.

A cantora Nana Caymmi, intérprete de uma canção de Lula, O Filho do Brasil, reforça o argumento. "Nesses prêmios, se uma indicação fica em dúvida, como nessa possibilidade de uso político, cai em seguida", diz. Já o cineasta e ex-Secretário da Cultura de São Paulo João Batista de Andrade, levanta outro problema. "O pragmatismo da comissão é uma ilusão. Não vi nenhum filme sobre líderes estrangeiros, nem sobre o Mandela, ganhar o Oscar", afirma.

João Batista, contudo, pensa que a polêmica da indicação ao Oscar desvia a atenção de problemas mais profundos. "Acho um pouco ridícula essa atenção ao Oscar, festa de uma indústria estrangeira que ocupa mais de 90% do mercado brasileiro. A preocupação da política cultural, para mim, deveria ser aumentar o espaço da produção nacional e levar as classes mais pobres para o cinema", ataca. José Wilker, ator e comentarista da transmissão do Oscar na Rede Globo, bate na mesma tecla: "Acho que se dá uma excessiva importância à presença do Brasil no Oscar. O que a gente tem de almejar é a adesão do público ao nosso cinema", argumenta. Ambos têm razão. É preciso notar, porém, que a banalidade da indicação ao Oscar só ganha tanto relevo pela proximidade do Estado. Sem esse peso institucional, a questão talvez ocupasse, apenas, o esperado lugar de uma curiosidade. Se

FONTE:http://www.dcomercio.com.br//especiais/2010/lula/

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

Brasileiros ganham papéis importantes em produções de Hollywood


Segunda, 22 de Fevereiro de 2010
Brasileiros ganham papéis importantes em produções de Hollywood

Vim, vi e venci. Os brasileiros aproveitam um bom momento nos seriados norte-americanos e vivem uma espécie de volta para casa agora que as estreias chegam à TV paga brasileira.

A carioca Morena Baccarin pode até exagerar que conquistou um planeta. Assim diria Anna, sua personagem em "V", líder de uma raça alienígena com planos de dominar a Terra. É filha da atriz Vera Setta e do jornalista Fernando Baccarin e já fez outras participações em séries de ficção científica.

Com a proximidade da estreia de "V", prevista para 7 de abril na Warner, ela agendou uma vinda ao Brasil para divulgar a série, mas está inacessível para jornalistas antes disso.

Já Bruno Campos (foto) tem um histórico em Hollywood. Saiu do Rio aos cinco anos, acompanhando o pai, que era gerente internacional do Banco do Brasil. Morou em Bahrein (Oriente Médio), no Canadá e nos EUA, onde resolveu tentar a carreira como ator. "Às vezes, espero muito para um papel aparecer. Noutras, acontece tudo ao mesmo tempo, como agora."

Em 1997, teve seu primeiro sucesso, com "Jesse", que chegava a 28 milhões de espectadores. Voltou ao Brasil em 1995 com o convite para "O Quatrilho", de Fábio Barreto, que disputou um Oscar e perdeu. Mas ficou com boa fama nos EUA.

"Fora de prática" com a língua materna, brinca que "provavelmente vai esquecer umas palavrinhas em português" durante a entrevista. Mas escorrega pouco, afinal, viaja para o Rio todo ano para visitar a família.

"A televisão está numa competição muito saudável. Como a audiência está mais picotada, um seriado não precisa atrair mais 40 milhões de pessoas. Isso é quase impossível hoje, só os reality shows como 'American Idol' atraem essa quantidade de espectadores."

Também ajuda o fato de mais canais produzirem séries. "Há mais diversidade. Os seriados são mais especializados e tratam os temas com mais detalhes. Os produtores reconhecem que há público a ser atingido fora dos EUA, por isso colocam personagens que vêm de vários lugares. Há uma riqueza social e demográfica nos papéis. Foi bom para todos nós."

Para mostrar a variedade, Campos vive o suspeito de um crime ("Castle"), um cirurgião viciado ("Private Practice") e um "médico beduíno" ("Royal Pains"). Nem sempre é um latino. "Às vezes estão procurando alguém com meu perfil, às vezes isso não importa. Em 'Royal Pains', o papel foi pensado para um anglo-saxão e acabou ficando para mim. Não ha fórmula."

Já Maiara Walsh, que interpreta Ana Solis em "Desperate Housewives", acredita que a preocupação com a diversidade faz do momento especialmente bom para mulheres latinas. Segundo ela, mais do que uma maior gama de papéis, há bons personagens para escolher.

"Fiz três testes na época e tinha conseguido um papel em outra série, mas escolhi esta", conta. "Ana é um papel muito adulto e é malvada, o que é divertido fazer. Mas, quando aceitei, não sabia que a história dela fosse crescer tanto. Nas séries, nem a gente sabe o que vai acontecer, até que acontece."

Pelo que se pode ver nos últimos episódios que foram ao ar nos EUA, sobrinha de Gabrielle (Eva Longoria) e Carlos (Ricardo Chavira) deve ter papel marcante no fim da temporada.

Por causa do gênio forte e do namoro com Danny (Beau Mirchoff), ela vem causando uma crescente tensão entre duas donas de casa, o que deve desencadear o esclarecimento do passado sombrio de Angie (Drea de Matteo). "O episódio que vai ao ar nos EUA no próximo dia 28 muda a vida da Ana e envolve Danny e Gabi", adianta, em ótimo português.

Fã de Ivete Sangalo, ela sente falta de comer arroz e feijão todos os dias ("não tenho panela de pressão"), conta que tem planos de ir ao estádio quando vier ao Brasil e divide o tempo entre causas sociais e humanitárias e projetos de arte.

Filha de brasileira, ela nasceu em Washington, mas passou parte da infância em São Paulo e se considera brasileira, já que quase toda a família mora aqui e que vem ao país todos os anos. "Falo com orgulho que sou brasileira, e sempre me perguntam coisas como se o Brasil fosse o lugar mais exótico do mundo."

Nem sinal do apuro que passou Rodrigo Santoro em "Lost", morto após alguns episódios --e pouquíssimas falas-- por falta de empatia com o público.



Fonte: Uol