quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

OS MELHORES E OS PIORES NO CINEMA EM 2011



A coluna semanal Script, que escrevo para O Povo Online (www.opovo.com.br) desde agosto de 2006, com resenhas de filmes dos cinemas e alguns lançamentos em DVD e Blu-Ray, me dá a honra de, por mais um ano, listar os melhores e piores de 2011.


Foi um ano de poucos filmes, com quase 200 filmes vistos em 2011, número que pretendo melhorar consideravelmente em 2012, mas antes de conferir a lista há uma informação essencial para entender as minhas escolhas.


Independente do ano de produção, os elegíveis da lista são longas-metragens que estrearam comercialmente nos cinemas do Brasil do dia 1 de janeiro até 31 de dezembro de 2011 (nada de mostras especiais e/ou festivais de cinema). Não esquecer também o injustificável atraso das estréias de algumas distribuidoras, portanto há filmes de anos anteriores (que estrearam somente em 2011) e a possível ausência de prováveis indicados e/ou vencedores do Globo de Ouro e Oscar 2012, os quais muitos dos seus principais filmes estão programados para o ano vindouro.

Como bônus, listo também outras recomendações (e não-recomendações)... Sem enumerar a preferência, mas os encaixar em sentimentos. São emoções, raivas, sorrisos e sentidos cristalizadas em som e imagem nas telonas em 2011. Para o bem ou para o mal, minha lista é...

Os Melhores

À Flor da Pele...

O que não pode faltar numa película de Pedro Almodóvar? Muitas cores, personagens e situações bizarras, sexo violento, pessoas amarradas, transexuais, crime e obsessão. E sua nova criação, o suspense dramático, A Pele que Habito (La Piele que Habito, 2011) arrepia, deixa as emoções à flor da pele. E depois de um passado trágico, uma tentativa de transformar uma vingança num recomeço e o uso da medicina em detrimento da ética, afinal, os fins justificam os meios? Uma obra quase prima, inquietante, e de tão complexo caberá até como tese, dissertações e estudo de gênero, de sua ausência ou mudança.


Nina é uma jovem bailarina escolhida para ser a nova estrela de uma tradicional companhia de ballet. Em Cisne Negro (Black Swan, 2010) de Darren Aronofsky, sua protagonista respira ansiedade, transpira perfeição, mas se veste de obsessão. E com uma beleza tão densa, tensa e sufocante, que o drama, com nuances de suspense, transcende a tela e faz nossa alma deitar sobre o belo desespero de ser perfeito. A obra provoca, de uma forma brutal, mas bela, seus mais intensos sentimentos, uma viagem emocional, sem caminho de volta, uma rua sem saída que explode em sentimentos antagônicos. Loucura, simbolismo e psicologia se confundem belamente num roteiro denso, e que traduz plasticamente em imagens um espetáculo para a mente, coração e espírito.

A Volta da Magia em...

Woody Allen nos convida para conhecer Paris. E não apenas isso, pois quando for Meia-Noite em Paris (Midnight in Paris, 2011), voltaremos aos anos 20 e encontraremos gênios da arte como Hemingway, Cole Porter, Luis Buñuel, T.S. Elliot, Picasso, Matisse, Salvador Dali, Lautrec, Gauguin, Degas... Imperdível até para quem não aprecia seu humor verborrágico, a magia está de volta e muito mais que uma viagem no tempo, é uma viagem de auto descobertas que tanto necessitamos, com uma visão sobre o passado, presente e futuro.

A comédia dramática O Palhaço (2011) dirigido, co-produzido, co-escrito, co-editado e estrelado por Selton Mello, de tanto cativar pela simplicidade se torna mágico. Uma sensação que traz também risos e apreciação dramática. Simples e bonita ao contar a história de uma trupe de circo pelo interior do Brasil nos anos 70 vai de encontro com a tradição dos picadeiros, e sua magia honra o ‘respeitável público’ e entrega um espetáculo legitimamente circense digno de aplausos.

Blockbusters de Classe...

Muito além de apenas um filme de heróis e uma aventura baseada em quadrinhos, X-Men – Primeira Classe (X-Men: First Class, 2011) de Matthew Vaugh, é uma produção classe A. Com sua história que finca bandeira na tragédia (humana) anunciada, mas nunca previsível. Um elenco – ainda sem estrelas – mas digno de aplausos, diálogos formidáveis, uma trama que cresce em tensão e força, e uma sequência final que impressiona e arrepia.

O número zero que reinicia a franquia ao ir até a sua origem, Planeta dos Macacos - A Origem (Rise of The Planet of The Apes, 2011) de Rupert Wyatt, é uma aventura de ficção tensa, bem construída (mesmo com clichês animais X humanos) e traz um espetacular misto de interpretação/efeitos especiais/expressões de Andy Serkis, como o macaco César. No aspecto dramático o roteiro constrói muito bem a relação entre o núcleo familiar e César, o verdadeiro protagonista da obra. Todo o sentimento do mundo está nos seus olhos, e são transmitidos com extrema perfeição. Palmas de pé pela atuação de Serkis e a Weta Digital, responsável pela transposição dos efeitos. Sim, o macaco está certo.

As experiências sentimentais, na origem da vida ou no fim do mundo...

A Árvore da Vida (The Tree of Life, 2011) reafirma em imagens e divagações o estilo filosófico de seu diretor, Terrence Malick, em discutir sobre a origem da vida, e como ela ecoa pela eternidade. E sua representação olha de perto uma familiar impregnada com autoritarismo por um pai rígido e a criação angelical de uma mãe que é puro amor. Todas as reminiscências emotivas do filho mais velho, que cresceu em meio ao encontro antagônico de sentimentos, vêm dessa relação familiar com suas lições dolorosas, mas valorosas do pai, e do carinho irrepreensível da mãe. “Um dia você vai cair e chorar. E então vai entender tudo".

O fim está próximo. Um olhar para o horizonte. Um simples ato de cortar galhos, gravetos. Uma mãe desesperada corre com o filho nos braços. Na dança da morte um planeta engole, esmaga, destrói a Terra. Pinturas vivas abrem e resumem o belo, intenso e verdadeiro Melancolia (Melancholia, 2011), e para o diretor de Lars von Trier a Terra já era. Mas até o fim ainda há o amor, nem que seja numa barraca imaginária com gravetos, feitos com os mesmos galhos do início e que pareciam ser tão ordinários.

Westerns: os melhores filmes do ano...

Bravura Indômita (True Grit, 2010) dos Irmãos Coen, acerta no alvo com sua violência sem concessões, numa história que retrata brutalmente o fim da inocência tingido através do poder da vingança. Com tiroteios sensacionais e um final imprevisível, que só aumentam o nível de tensão, uma obra com grandes e cinematográficas imagens. Perfeito da cena inicial, que envolve um cadáver e o cair da neve, tão brutal quanto linda, e, a última (e especial) sequência: a exasperante cavalgada à luz das estrelas, tão bela quanto tensa. Um clássico instantâneo para as novas gerações, no gênero e da história do cinema.

Rango (Idem, 2011) de Gore Verbinski, o lagarto protagonista da fábula entrincheirada em clima de faroeste, se perder para se achar no desafio de viver a história de um estranho e inverossímil herói à procura de sua própria história. Um roteiro impressionante, metaforicamente bem elaborado com temas pertinentes, como a escravidão (ou dependência) através do poder (no caso religião e água); a hora de sair da caixa e buscar seu destino; a crise de identidade e a pergunta principal: Quem sou eu? Resposta simples, ninguém até ser alguém... Temos a clássica história da queda do herói, o mito desmistificado e a volta por cima.

Alegria e Tristeza na (Dupla) Menção Honrosa:

De atmosfera nostálgica, humor completamente ingênuo e assumidamente doce, Os Muppets (2011) é um filme que já nasce Cult, uma diversão analógica para toda a família. Não precisa ser 3D, nem ter um caminhão de efeitos especiais. Sua maior tecnologia é a história, a alegria e a emoção de fazer algo com o coração, como os próprios personagens demonstram em cada cena. Seu segredo está no sentimento verdadeiro expresso em nas canções pueris (na tela), nas cores vibrantes (do filme) e nos sorrisos puros (do espectador). Redescobrir o passado é delicioso. E de arrepiar.

O título original é Blue Valentine, algo como um triste romance, exatamente o que essa delicada obra é. Esqueça o título comercial do Brasil, Namorados Para Sempre (2010) não é uma comédia romântica tradicional, tampouco previsível. O que você verá é um drama pesado, triste e muito, muito belo. Cinema em alto nível e um show de interpretações (Ryan Gosling, um sensível apaixonado e a resolvida Michelle Williams) numa história de amor recontada aos pedaços. Entre a o fim de uma vida construída a dois e o começo, com incertezas e muito romance. Repleto de cenas inesquecíveis, no vai e vem cronológico dos fatos, de contraponto ideal entre o romance e seu fim, como na tentativa de romance no quarto do futuro (de iluminação azul, triste até dizer chega), e o uso da música do casal. Ao final, o que pode ficar aos pedaços é seu coração, mas os créditos finais de uma beleza ímpar, dão um suspiro de felicidade naquelas vidas destruídas, e nos relembra que, como dizia o poeta, tristeza não tem fim, felicidade sim.

Outros filmes recomendados: Tudo Pelo Poder (2011); Rio (2011); Cópia Fiel (2010); Harry Potter e as Relíquias da Morte – Parte 2 (2011); Amor à Toda Prova (2011); Operação Madrinha de Casamento (2011); O Discurso do Rei (2010); O Vencedor (2010); Pânico 4 (2011); Contra o Tempo (2011); Menção honrosa: Super 8 (2011);

Os Piores de 2011

10. O Turista;

9. Não adiantou Nicolas Cage (que tenta impressionar na cara de durão desesperado) ou Nicole Kidman (que se resume a fazer caras, boas e gritar) nem para desviar a atenção. Reféns é tão maçante que chega a ser sacal. E sem surpresas, tensão que se anula e burocraticamente dirigido por Schumacher. Que sono.


8. Conan;

- Seu pequeno se sai melhor como o imbatível Conan mirim. / suas (muitas) cenas de ação são bem fechadas. Pouco se percebe o 3D. Por muitas vezes nem conseguimos compreender o que se passa na tela, ou pelos menos localizar a ação, os personagens... / Seus elementos principais do original eram sangue, algum sexo, a violência e a magia. Conan era movido pela incansável fúria da vingança. E onde está a vingança quando o seu interesse romântico (que coisa mais estranha para colocar numa resenha de um filme sobre um bárbaro) é seqüestrada? E a magia? Não há quase nenhuma, ou apenas de fato na bela cena dos guerreiros de areia. Ao final Conan, O Bárbaro não é nada bárbaro. -

7. O pior das comédias americanas

Se no original Professora Sem Classe (2011) é Bad Teacher, ou Professora Má, a o título real bem que poderia ser Bad Movie, ou na tradução, Filme Ruim. A dita comédia (!?) não merece nem recuperação nem dependência, está reprovado direto e vai fácil para a lista dos piores do ano. Então turma, pode faltar essa aula...; Se você acha que já viu tudo de apelação na comédia, você ainda não viu Eu Queria Ter a Sua Vida (The Change-Up, 2011). Bem, na verdade, eu não queria ter visto esse filme. Se o mote já - troca de corpos entre um pai de família e um boa vida já é batido, fica pior e bem pior com o nível, ops, na verdade a falta de nível dessa obra medonha; Professora sem classe; O Zelador Animal (Zookeeper, 2011) é assumidamente um filme infantil. E até demais. Na trama um zelador foi chutado por namorada tenta recuperá-la com a ajuda dos animais. Com um detalhe, os animais falam. O resultado é de humor meramente físico, esquecível e bobo, muito bobo;

6. O ridículo das comédias nacionais...

Perdoe o trocadilho, mas mediante o resultado final e o título da comédia nacional Cilada.com (Idem, 2011) de José Alvarenga Jr., a produção se auto resume como uma cilada. Grosseira, apelativa e – um pouco diferente de sua origem como série de TV – nada inteligente. Se antes, as ciladas em que Bruno Mazzeo se metia na tela pequena eram mais dialogadas e bem menos pastelão, na tela grande todas as piadas envolvem muitos palavrões, nenhuma sutileza e bastante sexo. Nada contra, mas se ri duas vezes, foi muito. Volta pra TV, volta.

Situações constrangedores, atuações sofríveis e um texto, além de previsível, muito sem graça. O (engraçadinho) personagem Magrão resume o filme Vira-Lata, ops, Qualquer Gato Vira-Lata com seu bordão em várias ocasiões: “Iiiii... Patético, brother, patético!”. NOTA: 2,0

5. As histórias são reais, mas os filmes não mereciam existir...

São intermináveis 100 minutos, que parecem muito mais de duas horas. Procura ação? Tensão? Não encontrará nada disso aqui. Se o crime não compensa, o crime cinematográfico Assalto ao Banco Central (2011), muito menos. Eriberto Leão solta uma das pérolas do longa, e, após o assalto bem sucedido dispara “nessas horas, dá o maior orgulho de ser brasileiro”. E eu respondo: de um filme como esse eu tenho é vergonha. Do filme, não de ser brasileiro.

Com atores e situações dos outros filmes espíritas (Bezerra de Menezes, Nosso Lar e Chico Xavier), As Mães de Chico Xavier (2011) parece ser o primeiro filme nacional a ter e ser um crossover (cruzamento de informações), spin-off (personagens de filmes anteriores em outros filmes) e continuação juntos num só produto. Requentado, simplório, e que martela os preceitos espíritas para o grande público. E, abordar a questão do aborto de uma forma que só existe um lado, transforma a situação em dualismo moral, transformando o caso num embate do bem VS, o mal. E a frase final "dedicado às crianças vítimas do aborto provocado" só piora tudo.

4. Vergolha Alheia...

Padre (Priest, 2011) é tão confiável quanto um produto genérico mais barato vendido por um coreano na esquina. Ex-soldado da Igreja que combateu o mal luta contra o retorno dos vampiros e do poder de uma sociedade totalitária. Roteiro que aposta na ação (e suas cenas exageradas), sem aprofundamento psicológico ou mesmo dramaticidade numa trama tão rápida quanto o trem supersônico do longa. As más atuações do elenco só corroboram para o saldo final nada recompensador. A boa notícia é que é curto, com menos de uma hora e meia. Mas ainda assim é uma experiência (sonolentamente) ruim.


Feito com a vontade de ser a adaptação do conto de “Chapeuzinho Vermelho” (dos Irmãos Grimm) para a geração “Crepúsculo”, incluindo aí a diretora Catherine Hardwick, mas Deu a Louca na Chapeuzinho, ops, A Garota da Capa Vermelha (Red Riding Hood, 2011) é hilário. Resultado: vergonhosamente um vexame a todos os envolvidos. O que era para ser um misto de suspense e romance de época se tornou apenas e tão somente patético.

3. O lado mais podre do Blockbuster...

Sabe o termo perda total? Quando, em vez da reparação do veículo, a seguradora paga uma indenização em dinheiro por ser mais vantajoso pagar o prejuízo do que consertá-lo? Pois é, Transformers 3 (Idem, 2011) é ‘quase perda total’, e sem a compensação financeira... Só não ganha o carimbo de ‘PT’ pelos efeitos realmente especiais (que todos os milhões da produção podem justificar) e um espetacular 3D, que merece elogios. O resultado final é algo entre um comercial de pasta de dente (ou seria de moda?), vários videoclipes (quero ser) pop, uma grande campanha publicitária de carros (GM?) ou do poderio militar americano (com a mensagem ‘não mexa comigo, porque sou poderoso!’). E em 3D. Escolha a opção que você preferir.


Conferir Amanhecer – Parte 1 (The Breaking Dawn – Part 1, 2011) de Bill Condon, no cinema é um teste de paciência. Não por causa das fãs histéricas ou qualquer outra coisa. O mais irritante, aborrecido e cruel é ter de conferir algo tão sem conteúdo. Uma coisa que se denomina “saga”, sem jamais alcançar tal chancela. Que prega (e tenta justificar) conceitos bizarros e brinca com a natureza de personagens míticos (lobos e vampiros) em prol de um romance insípido, inodoro e incolor. Não se desfaz o poder do amor, o mito da paixão em prol de nada. Aqui tudo se esforça para ser ridículo. E consegue, é esfacelado, destroçado, liquidificado num resultado que é pura comédia de tão ruim. Uma comédia involuntária.

2. Trash do Trash...

De 3D grosseiro e conteúdo ainda pior, Fúria Sobre Rodas (Idem, 2011) é um trash do trash, e de bizarrice infinita. E que, ainda se assumisse como algo do gênero citado acima, continuaria muito, mas ruim. E que mesmo calcado no exagero, em falas bizarras, incontáveis situações toscas, não-atuações e momentos de gargalhar, o filme de ação se leva muito à sério. Não dá.

1. Imbatível:

A vida de um escritor parece estar conectada ao número 11, e é sugerido que o dia 11-11-11 será apocalíptico, o qual o abrirá o 11º. portal blá blá blá... No final é uma ideia concebida com a data sem nenhum tipo de sustentação. Sustos? É mais fácil rir dos absurdos narrativos do (não) suspense. Desaparecimento de personagens, situações completamente implausíveis, defeitos especiais, uma mensagem da manipulação através da religião e uma pretensa reviravolta final o fazem profeticamente um nada.

Menção desonrosa: Carros 2 (Cars 2, 2011) manchou o lastro Pixar de perfeição. Não sei como ela consegue; Suker Punch;

*Daniel Herculano (siga no Twitter @DanielHerculano) é estudante de Jornalismo e titular do programete #Cineminha na Beach Park FM 101.7. Crítico de cinema formado em cursos de Ana Maria Bahiana (Uol/Globo de Ouro), Pablo Villaça (Cinema em Cena/OFCS), Ruy Gardnier (O Globo/Contracampo) e Joaquim Assis (Roteirista). É graduado em Comunicação Social e assessor de comunicação da A+ Business Criativo.

FONTE: http://www.opovo.com.br/app/colunas/script/2011/12/28/noticiascript,2364400/o-melhor-e-o-pior-de-2011-no-cinema.shtml

sábado, 24 de dezembro de 2011

Soldado acusado de apoiar WikiLeaks será fuzilado, se depender dos promotores militares dos EUA


O soldado Bradley Manning poderá ser levado a Corte Marcial

O analista de inteligência do Exército acusado de ter entregado arquivos sigilosos ao site WikiLeaks ofereceu “acesso irrestrito” de segredos governamentais a inimigos dos EUA e, por isso, poderá ser condenado à morte, por fuzilamento, segundo um promotor militar. Nesta quinta-feira, um dos advogados de defesa do militar insistiu que o soldado não fez nada de mau.

Essas declarações foram parte dos argumentos finais da audiência para determinar se o soldado Bradley Manning, de 24 anos, deve ser submetido a corte marcial. O advogado de Manning disse que os promotores militares exageraram ao imputar 22 acusações penais contra o seu cliente. Eles alegaram que o vazamento dos documentos não prejudicou a segurança nacional, e que o governo estaria tentando forçar o soldado a se declarar culpado.

– O céu não está caindo, o céu não caiu, e o céu não vai cair por causa do vazamento – disse o advogado David Coombs.

A acusação de auxiliar inimigos pode acarretar a pena de morte, mas a promotoria disse que solicitará, no máximo a prisão perpétua. Coombs disse que a promotoria precisa de um “choque de realidade”, e dedicou seus argumentos finais a tentar convencer a promotoria a pedir no máximo 30 anos de prisão ao acusado.

O tenente-coronel Paul Almanza, responsável pela investigação, irá agora examinar as provas apresentadas na audiência, e em 16 de janeiro entregará um parecer recomendando ou não a instalação de uma corte marcial contra Manning.

O soldado é acusado de ter baixado em um pen-drive mais de 700 mil arquivos sigilosos da SIPRNet (uma internet militar secreta), na época em que trabalhava como analista de inteligência no Iraque. Esses arquivos supostamente foram entregues ao WikiLeaks, que se dedica a divulgar segredos de corporações e governos.

A defesa de Manning tentou retratá-lo como um jovem emocionalmente perturbado, cujos problemas comportamentais deveriam ter levado seus superiores a revogarem seu acesso a informações sigilosas. Testemunhas disseram que Manning enviou um email ao seu sargento contando dos transtornos que uma confusão sobre sua identidade de gênero estaria criando para sua vida, seu trabalho e seu raciocínio. Manning havia criado um alter-ego feminino na internet, chamado Breanna Manning, segundo depoimentos prestados ao tribunal de instrução no Fort Meade, a nordeste de Washington.

O plenário ficou lotado para a audiência de quinta-feira. Um advogado de Julian Assange, fundador do WikiLeaks, estava presente. A promotoria tentou provar que os dois mantinham contatos pela internet, e que o soldado desmereceu a confiança que havia recebido dos seus superiores.

– Ele deu aos inimigos dos Estados Unidos acesso irrestrito a esses documentos – disse o capitão Ashden Fein, chefe da promotoria.

23/12/2011 11:40, Por Redação, com agências internacionais - de Fort Meade, EUA
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WikiLeaks
http://correiodobrasil.com.br/soldado-acusado-de-apoiar-wikileaks-sera-fuzilado-se-depender-dos-promotores-militares-dos-eua/346282/

sábado, 17 de dezembro de 2011

RÓGER RICCO - CANTOR REVELAÇÃO



N ascido em 1980, Róger Ricco , 30 anos, é cantor, compositor, produtor musical e ator, natural de Recife - PE/Brasil.

Canta e componhe em Português e Espanhol e possui muita facilidade em cantar em diferentes linguas como já fez nos Festivais em que passou, cantando em russo e romeno.

Em março de 2000, ele ganhou o prêmio de Melhor Cantor , em um programa de televisão local em Olinda-PE/Brasil, chamado PEDRO PAULO na TV TRIBUNA .

Passou por grupos musicais (Forró), incluindo: LUA DE PRATA (2003 a 2005), MATUTOS DE LUXO (2006) .

Em setembro de 2007, ele participou da Final Brasil do 1º PRÊMIO EQUINOCCIO 2007 – (Equinoccio Latin awards of South América ) , em Curitiba-PR/Brasil , ficando em 2º Lugar na categoria POP.

Em novembro de 2007, participou do 1º FESTIVAL DO DESCOBRIMENTO em Porto Seguro - BA/Brasil , ganhando prêmios de Melhor Intérprete, Melhor Arranjo Musical e 3º Lugar Geral .

Em março 2008, a banda de Forró Limão com Mel, grava uma música do cantor, intitulada Nossa História, nossas canções, uma homenagem que o cantor fez a banda.

Em abril de 2008, ele ganhou o prêmio Mención de Honor no 28º FESTIVAL DE LA CANCIÓN DE CALIFÓRNIA – EUA , representando o Brasil no mesmo.

Em julho de 2008, ganhou prêmios de Reconocimiento Artístico, Premio Especial de la Fundación y Diploma Finalista , no FESTIVAL UNIVERSONG 2008 – (Festival Internacional de las Islas Canárias ) – TENERIFE – ESPANHA .

Em outubro 2008, participou do FESTIVAL SONGS OF THE WORLD 2008 na República da Moldávia e ganhou os prêmios de Special Prize Audience ( melhor cantor na opinião do público) e Diploma Laureat .

Em Julho de 2009, participou do FESTIVAL SLAVIANSK BAZAAR 2009 na República da Bielorússia e ganhou os prêmios de Big Star Belarus (foi eleito o artista mais popular do país) e Diploma Laureat (Foi eleito um dos 3 melhores compositores do festival).

Também em julho de 2009, ganhou prêmios de Mejor Intérprete Internacional y Diploma SemiFinalista no FESTIVAL UNIVERSONG 2009 – (Festival Internacional de las Islas Canárias ) – TENERIFE – ESPANHA .

Com esses Prêmios, Róger Ricco se tornou o Cantor Pernambucano mais premiado em Festivais de Músicas entre 2007/2009 com 15 premios conquistados entre Troféus e Diplomas, foram 10 troféus e 5 Diplomas. Também, tornou-se o 1º Cantor Brasileiro a cantar em dois países do Leste Europeu, República da Moldávia e República da Bielorússia. Cantando em romeno e russo, tornando-se popular nesses dois paises.

Ricco, foi convidado pela famosa Banda de Forró LIMÃO COM MEL, para fazer uma participação especial em uma das das faixas do novo Cd INCONDICIONALMENTE 2010, o nome da canção é BELLA FLOR (Linda Flor), onde Róger canta sua parte em espanhol dividindo a canção com uma das cantoras da banda, MEL RIOS.

Róger, atualmente, está divulgando e fazendo shows com seu primeiro álbum como solista no estilo Pop Romântico, intitulado, SAUDADES e está gravando seu CD Latino que se chamará AMARTE ES MI VERDAD .

SITE DO CANTOR RÓGER RICCO: http://roger-ricco.conexaovivo.com.br/





quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

A ONDA NEYMAR - JOGADORES BRASILEIROS SE DIVERTEM NA PISCINA EM LONDRES

Futebol do Brasil se diverte na piscina em Londres








 






De moicano loiro, Neymar posou pela segunda vez como garoto-propaganda da Lupo - o jogador foi contratado pela marca masculina de underwear em agosto, e fica no cargo até 2014. Desta vez, pelo menos, a campanha parece ter deixado de lado o conjuntinho cueca+meias das primeiras fotos. O craque foi clicado com cuecas no modelo boxer, um dos modelos preferidos entre os homens, em tons de vermelho, azul-marinho e listrada.

Nas novas fotos, o santista mostra um corpo bem mais torneado do que aquele apresentado nas imagens de agosto.Confira:







'Vim para ajudar minha equipe', diz Neymar sobre Mundial de Clubes

O jogador participou da primeira coletiva no Japão junto com Muricy Ramalho e Elano. Eles admitiram a superioridade do Barcelona, mas Muricy ressaltou: 'Ser o melhor não quer dizer que ele vá ganhar'.
Todo mundo está de olho no Mundial de Clubes. Na primeira entrevista coletiva do Santos no Japão, o técnico Muricy Ramalho, Elano e Neymar.
Neymar ajeitou o cabelo, se olhou no espelho. Ajeitou o cabelo mais uma vez. E, uns passos antes de entrar na sala de entrevistas, arrumou o topete de novo.
As câmeras com sotaque estrangeiro esperavam a jóia do futebol brasileiro aparecer. E, na hora de falar, Neymar deixou toda a vaidade de lado: “Eu não vim aqui para mostrar meu futebol para ninguém. Vim aqui para ajudar minha equipe, ajudar o Santos a conquistar o título”, contou o jogador.
Muricy Ramalho e Elano também participaram da primeira entrevista coletiva do Santos em solo japonês. Adversários, preparação, e o futebol alegre dos meninos da Vila estavam em pauta.
“Com certeza é um futebol que o brasileiro está acostumado a ver, que causa um certo divertimento no povo”, afirmou o técnico do Santos, Muricy Ramalho.
Em uma hora de entrevista, o mundo conheceu um Santos comedido, que sabe a superioridade que o Barcelona tem: do goleiro ao centroavante. “O Barcelona é o melhor time do mundo, atualmente, é o favorito para ganhar o torneio. Mas isso não quer dizer que vá ganhar”, disse Muricy.
E o Messi, é melhor do que o Neymar? “O Messi, hoje, para mim, é o melhor”, afirmou Neymar. E quem é o melhor técnico do mundo? “Claro que o Guardiola, Amorim, são os melhores do mundo. Mas, no dia que eles forem trabalhar no Brasil, e forem campeões no Brasil, aí sim eles serão os melhores do mundo”, ressalva Muricy.
Mas eles têm até o dia 18 para mudar de opinião.
http://g1.globo.com/bom-dia-brasil/noticia/2011/12/vim-para-ajudar-minha-equipe-diz-neymar-sobre-mundial-de-clubes.html











terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Festival de Cinema de Havana consagra Rodrigo Santoro


13/12/2011 09:36
Festival de Cinema de Havana consagra Rodrigo Santoro
Rodrigo Santoro e Alessandra Negrini brilham no 33º Festival de Cinema de Havana, em Cuba; confira lista dos premiados
Da Redação
Os Paparazzi
Rodrigo Santoro Heleno Melhor Ator Festival de Cinema de Havana Cuba (Foto: Divulgação)
Rodrigo Santoro leva prêmio de Melhor Ator por atuação em "Heleno"
Filmes e atores brasileiros brilharam na noite deste domingo, 11, no 33º Festival de Cinema de Havana, em Cuba. Rodrigo Santoro ganhou o "Coral" de Melhor Ator por sua atuação no filme "Heleno", a cinebiografia do jogador de futebol do Botafogo, Heleno de Freitas, com direção de José Henrique Fonseca. Já a atriz Alessandra Negrini levou o prêmio "Coral" de Melhor Atriz por sua atuação em "O Abismo Prateado", com direção de Karim Aïnouz, filme inspirado em uma música de Chico Buarque.

Outro "Coral" brasileiro em Havana foi levado pelo diretor José Padilha, com o prêmio de direção de longa de ficção em Tropa de Elite 2. O principal prêmio do Festival de Cinema de Havana, em Cuba, foi o "Primeiro Coral" de longa de ficção, com a produção mexicana "El inferno", de Luis Estrada. Em segundo lugar ficou o brasileiro "O Abismo Prateado", que também consagrou Alessandra Negrini em Cannes.

Com o "Coral" de Melhor Ator, Rodrigo Santoro é só alegria. O ator que brilhou como "Heleno" nos cinemas falou sobre a conquista no Festival em Cuba. "Tenho enorme respeito pelo festival de Havana, que é considerado o grande ponto de encontro do cinema feito na América Latina, ser reconhecido por ele é extremamente motivador e uma grande honra para mim".

Os profissionais Daniel Rezende (Tropa de Elite 2), Mauro Pinheiro Jr, Waldir Xavier, Leandro Lima e Ricardo Cutz (O Abismo Prateado) também foram premiados no 33º Festival de Havana. OsPaparazzi mostra abaixo a lista completa do festival. Quem foram os vencedores do Festival de Havana em Cuba...

Direção: José Padilha , "Tropa de elite 2"; Roteiro: Marité Ugás e Mariana Rondón, por "El chico que miente"; Ator: Rodrigo Santoro, por "Heleno"; Atriz: Alessandra Negrini, por "O abismo prateado"; Edição: Daniel Rezende, por "Tropa de elite 2"; Música Original: Michael Brook, por "El infierno" (México); Trilha sonora: Waldir Xavier, Leandro Lima e Ricardo Cutz por "O abismo prateado"; Fotografia: Mauro Pinheiro Jr, por "O abismo prateado"; Direção de arte: Salvador Parra, por "El infierno" (México); Figurino: Mariestela Fernández, por "El infierno" (México); Menção do júri: "Um conto chinês", de Sebastián Borensztein (Argentina, España); Prêmio especial do júri: "Tropa de elite 2".

Terceiro prêmio coral: "Fábula", de Lester Hamlet (Cuba); Segundo prêmio coral: "O abismo prateado", de Karim Aïnouz e Primeiro prêmio coral: "El infierno", de Luis Estrada (México).

http://www.ospaparazzi.com.br/celebridades/festival-de-cinema-de-havana-consagra-rodrigo-santoro-6531.html

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Globo versus Record


Por FABRICIO VASSELAI
18 de Julho de 2011


Depois de um debate esses dias, peguei-me pensando sobre as quedas de audiência da Globo e crescimento da Record. E resolvi compartilhar com vocês, rapidinho, a minha posição sobre o tema. Esse sempre é um assunto que causa aparentes conflitos: de um lado, muitos comemoram o crescimento da emissora proto-evangélica esquecendo que ela depende de dinheiro conseguido à custa de exploração religiosa e a serviço muitas vezes de lideranças religiosas intolerantes (reparem: refiro-me aos líderes, não aos evangélicos em si). Por outro lado, muitos diminuem a importância do fim do monopólio da Globo exatamente por causa disso, mas esquecendo-se de que a própria Globo nasceu e cresceu com dinheiro muito suspeito: primeiro, conseguindo dinheiro e estrutura de um grupo internacional, o Time-Life – o que a despeito das manobras jurídicas, estava ao arrepio do que a regulamentação nacional desejava. Depois, utilizando-se de recursos e do apoio da ditadura militar – à qual retribuiu sendo uma emissora solidária.


O assunto, portanto, é aparentemente daqueles difíceis de ter lado: é fugir do ruim para abraçar o pior. Só resta escolher quem é o ruim e quem é o pior. Do ponto de vista moral e do ponto de vista da cara que queremos à comunicação de massa do país, quem escolhemos? Preferimos a emissora que passou a vida interferindo na política nacional e sempre ao lado dos poderosos, dos ditadores e dos corruptos que às vezes é obrigada a acusar? Ou preferimos aquela cujas lideranças são frequentemente incentivadoras da intolerância, da homofobia, do conservadorismo deletério e até mesmo da perseguição religiosa? Qual manipulação escolhemos: aquela da Globo nitidamente tucana ou a da Record ainda ligeira mas crescentemente lulista? Isso para não falar da dimensão técnica e de conteúdo: preferimos o padrão Globo de qualidade técnica muito superior, mas eugênica e elitista, ou as produções da Record que já há tempos lembram que a classe C existe mas ainda parecem muitas vezes toscamente produzidas?


Façam-se as escolhas de preferência. Cada um com sua aposta e carinho. Escolham se a Globo do Bonner e Fátima Bernardes faz melhor ou pior jornalismo que a Record do Paulo Henrique Amorim. Ainda que na Tv a Cabo a diferença de qualidade seja mais difícil de questionar: enquanto a Globo News tem questionáveis Miriam Leitão e William Waack, a Record News agora vai de Heródoto Barbeiro e Ricardo Kotscho – sem comparação portanto. Mas no jornalismo da TV aberta, nas posições editoriais, nas atuações políticas de bastidores, quem é para vocês o maior inimigo da nação? Os Marinho ou a pior turma das lideranças evangélicas? Eu arrisco uma resposta, caros leitores, que para mim simplesmente mostra a falsidade dessa pergunta que tanto se coloca à nossa frente implicitamente na hora de pensar, ler ou analisar a situação de decadência da Globo nos últimos anos. Para mim, essa questão de qual seria menos pior não apenas não existe, como é uma falácia malandra.


É simples: pouco importa qual das duas emissoras, Globo ou Record, é pior para o Brasil: o que importa é que, nesse assunto, duas péssimas é muito melhor do que uma. Se um dia tivermos o desprazer de ver a Record monopolizar as comunicações nacionais, poderemos discutir se preferimos domínio de uma ou de outra. Mas essa situação nunca aconteceu: a Globo é líder ainda isolada. Aqueles que comemoram a ascensão da Record não o fazem porque sejam tietes dessa emissora, mas sim porque se sentem felizes com o gradual fim de um monopólio de décadas. E fim de monopólio é sempre bom: obriga os concorrentes a inovar, a se posicionar, a se equilibrar, a apoiar políticos diferentes, a repensar estratégias. Por isso acho um tanto falacioso quando pessoas de muita respeitabilidade me dizem que o crescimento da Record não é grande coisa, porque a Record tampouco seria “flor que se cheire”. Ora, ainda que se pense isso, pergunto: é melhor duas emissoras de pouca confiança brigando pela audiência ou uma delas mandando no país? Eu prefiro duas. Aliás, prefiro três, quatro ou cinco. E aliás, prefiro duas ruins a uma boa. Não se trata de uma preferência por quem é melhor ou pior, mas sim de torcer contra monopólios. Simples assim. A pergunta portanto está deslocada: ninguém fica feliz com Globo ou Record dominando o país. Fica feliz sem domínios. E portanto, comemore-se sim, e sem vergonhazinha politicamente correta, cada vez que a Globo perder audiência – independentemente de para quem perca.

fonte|:http://politicando.blog.br/?p=1440

sábado, 2 de julho de 2011

COPA AMÉRICA 2011 NA ARGENTINA



Por ESPN.com.br, espn.com.br, Atualizado: 2/7/2011
Argentina toma gol 'brasileiro' e só empata com a Bolívia na abertura da Copa América

Seleção argentina apenas empata com a Bolívia, por 1 a 1, em La Plata, na abertura da Copa América

Os holofotes estavam voltados para a anfitriã Argentina e o craque Messi, mas quem esperava uma goleada no Estádio Ciudad de La Plata se decepcionou. Na partida inaugural da Copa América, o brasileiro Edivaldo Rojas, filho de uma boliviana, abriu o placar para a Bolívia, que só não comemorou a vitória porque Agüero saiu do banco para marcar um golaço e decretar o empate por 1 a 1.

Colômbia e Costa Rica, que completam o Grupo A do torneio continental, se enfrentam neste sábado no complemento da primeira rodada. A Argentina volta a campo na quarta-feira, dia 6, às 21h45 (de Brasília), para enfrentar a Colômbia, em Santa Fé. Já A Bolívia joga na quinta, às 19h15, em São Salvador de Jujuy.

O jogo

A noite já começou com show brasileiro. Na festa de abertura, a baiana Ivete Sangalo foi uma das intérpretes da música tema da competição. Na mesma cerimônia, a glória argentina foi encenada e um adolescente vestido com o uniforme da seleção anfitriã simulou a comemoração de um título após deixar vários "perseguidores" para trás ao estilo Messi.

Quando a bola rolou, o clima mudou. Messi tentou algumas arrancadas e era o destaque do time, mas pouco conseguiu produzir, uma vez que seus companheiros se escondiam em meio aos marcadores. Lavezzi abusava da velocidade, mas aparecia mais ao tentar intimidar os rivais, enquanto Carlitos Tevez não conseguia encaixar suas jogadas individuais.

No primeiro tempo, praticamente não houve chances de gol. O lance mais emocionante nos primeiros 45 minutos teve Lionel Messi como protagonista, mas o talento do craque ficou em segundo plano: aos 35 minutos, ele se desentendeu com Raldes, um de seus implacáveis marcadores. Os dois não chegaram às vias de fato, mas o ambiente ficou tenso.

As coisas pioraram para os hermanos aos dois minutos da etapa complementar. Sergio Batista havia acabado de trocar Cambiasso por Dí Maria quando Edivaldo Rojas, nascido em Cuiabá e ex-atleta do Atlético-PR, desviou de calcanhar após escanteio vindo da esquerda e viu Banega se enrolar com a bola antes que ela balançasse a rede de Romero.

Edivaldo Rojas desvia de calcanhar e faz o gol da Bolívia contra a Argentina

Reuters

Edivaldo Rojas desvia de calcanhar e faz o gol da Bolívia contra a Argentina

A Argentina ameaçou perder a cabeça. Aos dez minutos, Lavezzi fez falta dura e desnecessária no meio-campo e seria expulso se o árbitro Roberto Silvera fosse mais rigoroso. Aos poucos, no entanto, os donos da casa foram se tranquilizando e, com a bola no chão, fizeram com que a superioridade técnica rendesse pelo menos um empate.

Aos 14 minutos, Messi fez malabarismo para finalizar e viu o goleiro Arias soltar uma bola facilmente defensável. Na sobra, Raldes quase marcou contra, evidenciando que a defesa boliviana não aguentaria por muito tempo.

O ex-cruzeirense Marcelo Moreno teve a chance de definir o triunfo da zebra aos 21 minutos. Ele disparou sozinho, mas foi desarmado por Romero ao tentar o drible. Na sequência, o atacante conseguiu chutar, mas o goleiro apareceu de novo para defender.

Cinco minutos mais tarde, Sergio Batista trocou o improdutivo Lavezzi por Agüero. Bastaram quatro minutos para que o atacante do Atlético de Madri aproveitasse passe de peito de Burdisso para aplicar um lindo voleio e empatar o jogo com um golaço.

Após o empate, os bolivianos recuaram ainda mais. Já os argentinos tentaram o empate de todas as formas, mas pouco conseguiram pressionar. No fim do jogo, clima de decepção na torcida da casa e festa digna de vitória dos visitantes, que contaram com a presença ilustre do presidente Evo Morales.

FICHA TÉCNICA:ARGENTINA 1 X 1 BOLÍVIA

Local: Estádio Ciudad de La Plata, em La Plata (Argentina)
Data: 1º de julho, sexta-feira
Horário: 21h45 (de Brasília)
Árbitro: Roberto Silvera (Uruguai)
Assistentes: Miguel Nievas (Uruguai) e Luis Alvarado (Equador)
Cartões Amarelos: Lavezzi e Tevez (Argentina); Ronald Rivero, Gutiérrez, Chávez e Walter Flores
Gols:
BOLÍVIA: Edivaldo Rojas, aos dois minutos do segundo tempo
ARGENTINA: Agüero, aos 30 minutos do segundo tempo

ARGENTINA: Romero; Zanetti, Burdisso, Milito e Rojo; Banega, Mascherano e Cambiasso (Dí Maria); Tevez, Lavezzi (Agüero) e Messi
Técnico: Sergio Batista

BOLÍVIA: Carlos Arias; Alvarez, Ronald Raldes, Ronald Rivero e Gutiérrez; Robles, Joselito Vaca (Chávez), Walter Flores e Campos (Arce); Rojas (Ruddy Cardozo) e Marcelo Moreno
Técnico: Gustavo Quinteros

http://esportes.br.msn.com/futebol/copa-america/fotos/galeria-de-fotos.aspx?cp-documentid=29332624