terça-feira, 19 de outubro de 2010

ACIMA DE TUDO EM FAVOR DA VIDA


Por: Janio Alcantara |
Lamentável que os polítiqueiros de plantão juntem-se aos sectaristas religiosos e assim polarizem e distorçam a discussão sobre a importância do respeito à Vida e, desta forma, deixa a comunidade sem saber sobre as consequências do desrespeito à mesma Vida.

O município de Fortaleza sediará a “2ª Caminhada em Defesa da Vida”, no Domingo 24 de outubro. O evento, suprapartidário e interreligioso, é chancelado pelo Movimento Nacional da Cidadania Pela Vida Brasil Sem Aborto e pelas ONGs Movimento Internacional Pela Vida (Movida) e Movimento Internacional Pela Paz e Não-Violência (MovPaz).

Os participantes vão se concentrar a partir de 16 horas, ao lado da Igreja São Pedro, na rua Almirante Barroso (Praia de Iracema). O trajeto terá de cerca de 600 metros, que compreende o percurso da igreja até o monumento da estátua de Iracema, no Aterrinho, onde acontecerá um ato público e manifestação artística.

Os responsáveis pelo evento, Clóvis Nunes, coordenador nacional do MovPaz, e Fernando Lobo, presidente do Movida, afirmam que o objetivo da caminhada é destacar a importância do respeito à vida, principalmente à vida humana das crianças que são abortadas no Brasil e no mundo.

“Este evento não possui conotação política partidária nem exclusivismo religioso. Precisamos conclamar nesta caminhada a implantação de políticas públicas à prevenção de gravidezes indesejadas. Todo aborto é fruto de gravidez indesejada. Bebê que é amado e planejado nunca será abortado”, alerta o baiano Clóvis Nunes, professor e um dos coordenadores do evento.

Já o engenheiro Fernando Lobo, também coordenador da caminhada, afirma que é necessário pensar a saúde pública no país. “O PSF está falido neste sentido. Faltam métodos preventivos de contracepção, educação sexual de jovens e adultos, além de campanha ostensiva no planejamento familiar”, diz.

A caminhada pretende incluir adeptos de todas as religiões, além de lideranças religiosas e comunitárias. “O evento além de ecumênico, vai reunir pessoas de boa vontade, de diferentes ideologias, classes sociais, é, portanto, de natureza plural. O trajeto é curto para incluir idosos e deficientes físicos”, diz Clóvis Nunes. “Em Fortaleza é a 2ª ocasião da caminhada, mas é a 7ª vez em nível nacional. Já aconteceu em Brasília, João Pessoa e Feira de Santana”, completa.

Dentre as instituições que já aderiram ao evento estão Face de Cristo, Federação Espírita do Ceará (FEC), Colégio Darwin, Associação dos Divulgadores do Espiritismo do Ceará (ADE/CE), Agência da Boa Notícia e Maçonaria Grande Oriente do Brasil, além de igrejas evangélicas sob diversas denominações, entre outras entidades.

FONTE:http://blog.opovo.com.br/conexaoespirita/acima-de-tudo-em-favor-da-vida/

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

TROPA DE ELITE 2: Capitão Nascimento: o mais novo niilista do BOPE


O filme Tropa de Elite 2 conseguiu uma façanha. Ele é melhor que o anterior – estima-se que o primeiro Tropa foi visto por 11 milhões de pessoas em todo o Brasil. Não é só melhor porque coloca para pensar e abandona sua ótica fascista de limpeza étnica – é impossível não admitir que há um quê de fascista no filme, quando incita no telespectador à violência ao explicitar a própria violência. Entendo que o diretor José Padilha não tinha a intenção de atingir esse alvo. Mas atingia, bastava ver a reação na platéia.

Só para lembrar. No primeiro filme os bandidos eram policiais corruptos ou marginais do morro. Estes recebiam com a mais cândida desfaçatez a sentença da morte pelos policiais do BOPE. Verdadeiros ‘heróis’ truculentos a lá Sylvester Stallone comandados pelo Capitão Nascimento, personagem vivido por Wagner Moura. Para Nascimento, bandido bom era bandido morto.

No primeiro Tropa, ainda havia espaço para outros tipos de bandidos: os ‘filhinhos de papai’ que subiam o morro para montar Organizações Não Governamentais (Ongs) e que acabavam servindo ao tráfico, ou estudantes que discutiam a dialética da violência do estado e não se preocupavam se suas baforadas de maconha serviam para alimentar o tráfico. Para alguns desses estudantes, o traficante, o bandido, ainda podia ser idealizado com um sujeito à margem do sistema, e por isso também com uma certa aura de herói.

O filme, de 2007, apesar da violência quase absurda, ainda guardava tempo para fazer humor e drama e aí surgiram bordões impagáveis como ‘pede para sair’, ‘o senhor é um fanfarrão’ ‘tu é moleque’, ‘pega a vassoura’.

Agora, o segundo Tropa de Elite, abandona o humor quase por inteiro – lembro apenas de um bordão interessante: ‘quer me foder, então me dá um beijo na boca. O filme muda o foco dos bandidos do morro. Vai ao que interessa de fato: os bandidos de ‘colarinho branco’. Aqueles que ficam sentados atrás de gabinetes e muitas vezes aparecem nas colunas sociais ou nas páginas políticas.

O filme segue os dias de Capitão Nascimento, após quase quinze anos da primeira história, que agora está separado da esposa e tem o filho no inicio da adolescência, Nascimento é Tenente-coronel e já não está mais nas ruas. A esposa casou-se novamente, infelizmente para ele com seu arquiinimigo, um ativista dos direitos humanos: Diogo Fraga, interpretado por Irandhir Santos. Quem está nas operações de rua é o Capitão Matias (André Ramiro), que já não é mais o ingênuo aluno do início da história do BOPE e de Nascimento.

Mas vamos à ação. Depois de uma operação mal sucedida, para os direitos humanos, onde o BOPE entra no presídio Bangu I, no Rio, e acaba fulminando algumas peças medonhas do tráfico na presença de Diogo Fraga, o governador do Rio de Janeiro – há uma leve menção, algo longínquo, ao Leonel Brizola – é obrigado a rebaixar Ramiro, retirando-o do BOPE e o incorporando a um batalhão da PM – um dos mais corruptos diga-se de passagem – comandado por Fábio (Milhem Cortaz).

Mas ao invés de demitir Nascimento – a estrela maior da corporação – o governador se vê na obrigação de promovê-lo. O Capitão se torna subsecretário de Segurança Pública do Rio. Também usufruindo os louros da operação, o ativista Fraga consegue se eleger para a Assembléia Estadual do Rio e entra na política partidária.

Com Nascimento na Subsecretaria, o BOPE recebe atenção especial, com novos carros, mais homens e armamentos. As ações são intensificadas e muitos bandidos vêem seus negócios serem drasticamente diminuídos. A investida começa a atrapalhar os negócios da polícia corrupta – que tem na sua ponta de lança Russo ( Sandro Rocha). Mas não demora muito esses policiais corruptos descobrem um novo negócio. Ao invés de extorquir do narcotráfico passam a fazer a segurança particular nos bairros. As vítimas agora são os comerciantes. Surgem aí as milícias clandestinas com apoio de políticos, em troca de votos.

O tempo passa. Anos depois teremos a precipitação do confronto entre o herói Nascimento contra o sistema podre que tem seus tentáculos no Estado.

O roteiro (do próprio José Padilha e Bráulio Mantovani) está enxutíssimo e mantém a tensão e a atenção do filme, ainda que haja uma certa quebra na história. Afinal, Tropa 2 tem um outro tempo. A montagem de Daniel Rezende mantém a força do longa e lembra em alguns momentos ‘Cidade de Deus’, talvez por recorrer tanto ao diálogo com a câmera e a narração em off, que interfere na própria imagem. O filme também usa o recurso de recontar uma cena que já foi mostrada de forma diferente, artifício utilizado em ‘Cidade...’

Wagner Moura está excelente e constrói um herói que se corrói por dentro ao sentir que perde a luta pelo amor do filho Rafael (Pedro Van-Held), que se aproxima cada vez mais do padrasto Fraga. Ao mesmo tempo que perde a luta contra a corrupção.
Tropa de Elite 2 reflete a luta de qual tipo de arma deve ser usada para combater a corrupção e a bandidagem, quando apontam dois caminhos: o político e a força bruta militar. Olhando por esse lado também pode ser um paráfrase dos regimes militar e civil construídos no Brasil e do glamoroso fracasso de ambos em instituir uma ordem mínima.

O longa de Padilha aponta para a desesperança ao contrário do anterior, que raspava na barbárie truculenta do BOPE como solução para o tráfico e para o desespero da violência na metrópole. Desta vez o diretor revela um pouco mais do que pensa. O filme é quase um manifesto niilismo. Um beco sem saída entre políticos e instituições governamentais e polícia. Todos, ou quase todos, podres.

Tropa de Elite 2 revela instituições viciadas no enriquecimento ilícito ou na overdose do poder. No seu niilismo lembra os filmes de Sérgio Bianchi: ‘Vale quanto pesa ou é de graça?’ e ‘Politicamente Incorreto’. É a tradução da realidade. Imperdível.
Postado por mastigada às 11:56
Marcadores: consciência, filme, política
1 comentários:
Marcel disse...
Paulo, brilhante crítica ao filme. Assisti com minha esposa e foi justamente essa a sensação que tivemos. Menos comédia, menos heroísmo da violência e a exposição fortíssima da raiz do problema: a política. O buraco é realmente mais em cima. E o pior, como a boca e mais em cima, o buraco é mais fundo. No primeiro Tropa ficava a sensação "tem que botar para fuder para ver se resolve". No segundo, viu-se que "botar para fuder" não resolve. E, sem querer apontar saídas fáceis ou sugestões fica realmente a sensação de desesperança. Perfeitamente captada por você. A melancolia, cansaço e força interna de Moura no personagem foi sensacional. Atuação "foda"! Só resta uma pergunta: por que não estreiou antes de 3 de outubro? Abraço

FONTE: http://mastigada.blogspot.com/2010/10/capitao-nascimento-o-mais-novo-niilista.html

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

COMO O BRASIL QUER CONQUISTAR HOLLYHOOD!



No campo da cultura, 2010 está definitivamente marcado como um ano de polêmicas. Somaram-se as propostas de reforma da Lei de Direitos Autorais e da Lei Rouanet, as restrições à liberdade de imprensa e, agora, a indicação brasileira do filme Lula, O Filho do Brasil, de Fábio Barreto, para concorrer a uma vaga na disputa do Oscar de Melhor Filme em Língua Estrangeira. Todas elas têm um elemento em comum: a disputa de limites entre os interesses governamentais e os do setor cultural.

A megaprodução Lula, O Filho do Brasil, feita sobre a biografia do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, foi escolhida por unanimidade para representar o Brasil no Oscar por intermédio de uma comissão técnica. Foram quatro representantes indicados pela Academia Brasileira de Cinema, dois pela Ancine (Agência Nacional do Cinema) e três pelo Ministério da Cultura. Há, como se vê, uma maioria de representantes estatais, mas o presidente dessa comissão, cineasta Roberto Farias, garante que não ocorreu nada de político na escolha: "Algumas pessoas julgam que houve influência política. Não houve. Os membros dessa comissão acreditam que esse é o melhor filme para o Oscar, não por juízo de valor artístico ou estético, mas pela possibilidade de ser bem recebido lá em Hollywood", afirma.

Fora da comissão, porém, a aceitação do filme não foi consensual. Muito pelo contrário. Nomes importantes da área, como o cineasta Alexandre Stockler e o crítico Rubens Ewald Filho, contestam veementemente a escolha. "Como cinema não é o melhor que nós temos, é uma produção que veio errada desde a maneira como nasceu, com aquele gasto todo de dinheiro", diz Stockler. Para apimentar ainda mais a discussão, houve uma clara discordância do público com o resultado, manifesta numa enquete promovida pelo próprio Ministério: Lula, O Filho do Brasil ficou em 6° lugar, com 1% dos votos, bastante atrás de Nosso Lar (70% dos votos) e Chico Xavier (12% dos votos).

Helia Scheppa/AE

E assim o Brasil viaja para o Oscar

Polêmica formada, o DCultura foi ouvir a sociedade e a classe artística a respeito do assunto. A elegante Glória Kalil declinou educadamente, o provocador Antônio Abujamra não polemizou – "eu já apanhei tanto por falar desse tipo de assunto..." –, mas outros tantos fizeram o debate crescer.

O primeiro ponto de discórdia vem dos que consideram que a indicação deveria se pautar em atributos estéticos, bastante questionados em Lula, O Filho do Brasil. Apenas um dos entrevistados pelo DCultura, o veterano compositor Billy Blanco, considera o filme bom artisticamente: "É forte em todos os pontos!" A maior parte faz ressalvas. Para a atriz Vida Alves, presidente da Associação dos Pioneiros da Televisão, o filme é "um pouquinho simples para o Oscar". O jornalista Reinaldo Azevedo, crítico ferrenho do lulismo, autor dos livros O País dos Petralhas e Máximas De Um País Mínimo, vai mais longe, dizendo que o filme é pateticamente ruim. "Evidentemente, se trata de uma indicação política. Onde quer que a cultura seja financiada pelo Estado tem isso: a melhor forma de as pessoas que precisam desse capilé demonstrarem sua independência é mostrar sua sabujice", dispara.

Da receptividade majoritariamente fria da crítica e do público – lembre-se que, além da derrota na enquete do Ministério da Cultura (veja também, os números da enquete promovida pelo site do DC), o resultado nas bilheterias foi amplamente tido como aquém das expectativas – vem outra parte do espanto que acompanhou a indicação. "É uma decisão curiosa escolher um filme tão polemizado pela crítica e não tão expressivo comercialmente", diz a cineasta Daniela Thomas. O fotógrafo e professor universitário Cristiano Mascaro segue a mesma linha. "O filme não teve críticas favoráveis nem sucesso de público. Se fosse uma indicação vinda de um órgão do governo, eu acharia 'normal'. Mas vindo de um júri com gente qualificada, como foi, acho estranha", comenta.

A comissão do Oscar, como disse Roberto Farias, não se prendeu aos méritos artísticos, mas às possibilidades de repercussão do filme nos Estados Unidos. Os grandes trunfos seriam, aí, a biografia do presidente e o seu prestígio no exterior. "É um filme profissional e conta uma história de superação, algo de que os americanos gostam muito. Então, como história, nos parece ter alguma chance. Acrescento a isso o fato de Fábio Barreto já ter tido uma indicação para o Oscar com O Quatrilho e não ser um diretor desconhecido", justifica.


Em princípio, o interesse do enredo é evidente. Mesmo que se discuta se a história do sindicalista que virou presidente foi contada com fidelidade, como pede o maestro Júlio Medaglia, não dá para negar que a matéria-prima seja instigante. O jurista e desembargador aposentado Walter Maierovitch conta que não costuma assistir a filmes que pareçam laudatórios a pessoas públicas, como o indicado brasileiro, mas confirma a grande atenção que a trajetória de Lula desperta no exterior. "O interesse sobre o Lula na Europa é enorme. Estive na última reunião da FAO (Food and Agriculture Organization, ligada à ONU), em Roma, e ele reuniu mais gente do que o próprio Papa. Isso pode ser um atrativo do filme", exemplifica.

Há, contudo, quem desconfie do peso da história e do prestígio de Lula na disputa do Oscar. Rubens Ewald Filho, experiente em comissões e coberturas da premiação, acha que os norte-americanos podem ter uma reação bastante adversa. "Eles gostam de ver tudo, menos a geografia, a cara do lugar. Um político local, então, é o que há de mais inadequado", acredita. Na sua opinião, se houve algum direcionamento político, o tiro vai sair pela culatra. "Não há precedentes de um governo mandar um representante oficial que louve o seu próprio governante. Eles vão ficar de orelhas em pé, pensando que estão diante de um cara com pretensões a Mussolini", prevê.

A cantora Nana Caymmi, intérprete de uma canção de Lula, O Filho do Brasil, reforça o argumento. "Nesses prêmios, se uma indicação fica em dúvida, como nessa possibilidade de uso político, cai em seguida", diz. Já o cineasta e ex-Secretário da Cultura de São Paulo João Batista de Andrade, levanta outro problema. "O pragmatismo da comissão é uma ilusão. Não vi nenhum filme sobre líderes estrangeiros, nem sobre o Mandela, ganhar o Oscar", afirma.

João Batista, contudo, pensa que a polêmica da indicação ao Oscar desvia a atenção de problemas mais profundos. "Acho um pouco ridícula essa atenção ao Oscar, festa de uma indústria estrangeira que ocupa mais de 90% do mercado brasileiro. A preocupação da política cultural, para mim, deveria ser aumentar o espaço da produção nacional e levar as classes mais pobres para o cinema", ataca. José Wilker, ator e comentarista da transmissão do Oscar na Rede Globo, bate na mesma tecla: "Acho que se dá uma excessiva importância à presença do Brasil no Oscar. O que a gente tem de almejar é a adesão do público ao nosso cinema", argumenta. Ambos têm razão. É preciso notar, porém, que a banalidade da indicação ao Oscar só ganha tanto relevo pela proximidade do Estado. Sem esse peso institucional, a questão talvez ocupasse, apenas, o esperado lugar de uma curiosidade. Se

FONTE:http://www.dcomercio.com.br//especiais/2010/lula/

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

"Após programa, nada foi de mão beijada", diz Saulo Roston sobre "Ídolos"

Famosidades, Atualizado: 23/9/2010 13:05


Por RENATA DAFLON

RIO DE JANEIRO - A vida de um ídolo não é nada fácil. Isso todos os telespectadores do reality show exibido pela Record escutam às terças e quintas da boca dos jurados Luiz Calainho, Paula Lima e Marco Camargo. Mas, ao mesmo tempo, o que eles também passam para os candidatos é um futuro promissor, com uma agenda lotada de shows, fãs espalhadas pelo país e seu talento reconhecido em diversos lugares.

Na prática, a situação não é bem assim. Saulo Roston, vencedor da edição 2009 do "Ídolos", conversou com o Famosidades e garantiu que após o programa precisou levantar as mangas para fazer com que seu nome permanecesse em alta, e que ele conquistasse tudo que havia sonhado. Claro que a repercussão da atração ajudou - e muito! -, mas as dificuldades foram maiores do que ele imaginava.

Questionado sobre a polêmica da carreira curta para vencedores de realitys shows no Brasil, Saulo afirmou. “Realmente temos esse estigma no Brasil. Discordo do insucesso pregado pela mídia. No caso do ‘Ídolos’, nós provamos que temos todos os requisitos para um futuro promissor. Saímos do programa com o selo de aprovação de público.”

Divulgação/ Rede Record
Mas só a aprovação do público não é garantia de felicidade. Provando que o caminho é mais duro do que se imagina, o cantor falou que ficou surpreso com as dificuldades enfrentadas após a saída do programa. “O problema é que sofremos dificuldades que não deveriam existir naquele momento. Mas isso é fruto da má - e porque não dizer da falta - de administração das carreiras dos ganhadores”, criticou o cantor.

Os candidatos passam por um julgamento severo. Além de conquistar o público, precisam convencer os jurados que têm talento para chegar à final. Criticados e expostos, porém com muita garra e determinação, os candidatos entendem que neste processo, todas as críticas são construtivas. Foi o que aconteceu com Saulo. “Passamos por um processo intenso de exposição e aprimoramento do nosso talento e saímos mais do que preparados para vivermos o sucesso”, disse. Mas, se com todo esse talento, os vencedores desaparecem da mídia, qual seria o problema? O cantor tem a resposta, já que o após o programa a vida é bem diferente.

“Nos falta é a liberdade para sermos só artistas e não artistas, administradores, contadores, produtores, assessores, vendedores, roads, e secretários. Enfim, acaba que temos que fazer TUDO. Lutamos para não deixar o artista morrer dentro da gente, pois tudo parece ser tornar quase humanamente impossível. Não temos o que deveríamos ter: uma equipe preparada para fazer todas essas outras funções”, revelou.

Saulo admitiu que não dá pra ficar parado e ser simplesmente o vencedor do programa. O último ‘ídolo’ contou ao Famosidades, que após todas essas dificuldades pensou em desistir da carreira. Título não é sinônimo de sucesso. No palco do reality show tudo é festa, mas quando o espetáculo acaba, a vida real segue a todo a vapor. Para ‘viver’ o sucesso, Saulo deu a volta por cima e vai conquistando seu espaço aos poucos.

“Consegui aproveitar o máximo de todas as oportunidades geradas após a minha exposição no programa. Sobrevivi. Hoje consigo coordenar toda uma equipe para operar todas essas outras funções que existem em uma carreira artística, para finalmente eu conseguir ser ‘o’ artista. Pensar como artista, criar os arranjos, pensar na arte, pensar no show”, disse.
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"Ídolos 2010": Críticos analisam futuro dos finalistas

Por RENATA DAFLON

RIO DE JANEIRO - Na noite desta quinta-feira (23), o “Ídolos 2010" chega ao fim. A versão brasileira do "American Idol", que já lançou artistas ganhadores de Grammy - o maior prêmio da música mundial - está na sua quinta edição no país, sendo a terceira pela Rede Record. E mais do que ver o desfecho da disputa entre Tom Black e Israel Lucero, a pergunta que não quer calar é: qual será o futuro do ganhador do reality show?

Se nas quatro primeiras edições o vencedor do “Ídolos” não recebeu o apoio esperado, isso pode ser ainda mais grave na atual edição. Agora, o vencedor é lançado pela Radar Records e não mais pela Warner, como nos anos anteriores. Segundo Arnaldo Saccomani, jurado das duas edições do programa no SBT, esse é um dado preocupante. “Todas as grandes gravadoras abandonaram os realitys shows musicais”, disse ao Famosidades.

Para Saccomani a saída vitoriosa do programa não significa promessa de sucesso. Os cantores vencedores chegam nas gravadoras e viram escravos do “sistema”, perdendo sua identidade musical. Rafael Barreto, ganhador da edição de 2008, chegou a gravar um CD pela Sony. Um ano e meio depois, o cantor desligou-se da gravadora e rendeu-se ao estilo sertanejo universitário, realizando shows nas casas noturnas de São Paulo.
Esta edição, por exemplo, apresenta identidades muito diferentes. Israel Lucero é um representante nato do sertanejo, ritmo que está em alta. Já Tom Black faz um estilo pop com influências da black music.

E como a onda Luan Santana toma conta das rádios, há quem diga que Israel, o garoto prodígio de apenas 17 anos, pode ser um forte candidato a levar o prêmio. “Os sertanejos sempre estiveram muito perto da vitória. Eu acho que seria uma boa experiência se o Israel ganhasse”, opinou o produtor musical Carlos Eduardo Miranda (foto ao lado).

Atualmente dividindo a bancada do “Qual é o Seu Talento”, do SBT, com Arnaldo Saccomani, Miranda também esteve ao lado do colega nas duas primeiras edições do “Ídolos”.

Como espectador, o ex-jurado confessou ao Famosidades: “Eu torço muito pelo sertanejo”. Já Saccomani apostou no diferencial de Tom Black como ponto positivo. “Talvez ele [Tom Black] tenha mais charme por ser diferente”, arriscou

fonte:http://entretenimento.br.msn.com/famosos/noticias-artigo.aspx?cp-documentid=25680167

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

Por que a grande mídia e a oposição resolveram jogar sujo

Arquivo CdB
7/7/2010 21:25,



22/9/2010 2:40, Por Vinicius Wu, de Porto Alegre
Revisitemos as declarações de Serra e de diversos articulistas da grande mídia simpáticos à sua candidatura ao longo de 2009 e início deste ano. Sem esforço, perceberemos que sua estratégia eleitoral baseava-se na tese do “contraste de biografias”. Inebriado por sua vaidade, Serra alimentou a certeza de que a comparação de sua trajetória política com a de Dilma seria a senha para a vitória. Ocorre que o povo brasileiro rejeitou a fulanização do debate. Optou por contrastar os projetos de Brasil disponíveis e sepultou as pretensões tucanas nestas eleições.

Mas o drama da oposição não termina aí. Afinal, estamos diante de um processo ainda mais complexo, que está na origem da impotência política da oposição hoje. Diante do atual cenário, tiveram de optar entre a resignação diante da derrota e o surto golpista que assistimos nos últimos dias. Compreender os motivos que desencadearam este processo é o que buscaremos nas próximas linhas.

Crise do neoliberalismo e mudança do léxico político brasileiro

As eleições de 2010 encerram a profunda alteração do léxico político brasileiro em curso desde o embate eleitoral de 2002. A crise do paradigma neoliberal possibilitou uma mudança radical dos termos e dos conceitos através dos quais se organiza a luta política no país.

Se nas eleições de 1994 e 1998 o debate eleitoral orbitava em torno do tema da “estabilidade”, desde 2002 vivemos um profundo deslocamento do debate em direção aos temas do desenvolvimento, da inclusão social e distribuição de renda. Ou seja, a disputa política passou a se desenvolver a partir de temas estranhos ao receituário neoliberal. Esta foi a grande derrota política do bloco conservador proporcionada pela vitória de Lula em 2002.

Portanto, o debate político nacional nos últimos anos passou por uma verdadeira metamorfose que desencadeou: 1. Uma mudança de problemática: da manutenção da estabilidade econômica e do ajuste fiscal para a busca do desenvolvimento e da justiça social; 2. uma alteração da lógica argumentativa: a defesa das privatizações e do enxugamento do Estado cedeu lugar ao combate às desigualdades e ampliação do alcance das políticas públicas e; 3. uma mudança de conceitos: crescimento econômico, papel indutor do Estado, distribuição de renda, cidadania etc. passam a integrar, progressivamente, o discurso de todas as correntes políticas do país.

Este é o grande legado político da “Era Lula” e diante do qual as respostas da direita brasileira foram absolutamente insuficientes até aqui.

O novo protagonismo dos pobres

Paralelamente ao processo supramencionado, foi sendo desenvolvida uma nova consciência das camadas populares no país, que identificaram em Lula a expressão viva de seu novo protagonismo. O operário do ABC paulista alçado à condição de Presidente mais popular da história da República é a síntese perfeita da nova condição política dos “de baixo”.

Ao afirmar recentemente que “nós” somos a opinião pública, o Presidente Lula não está cedendo a nenhuma tentação autoritária, como desejam alguns mal intencionados articulistas da grande mídia. O que está em jogo é o fim da tutela dos “formadores de opinião” sobre a formação da opinião nacional. Este é o motivo do desespero crescente da mídia monopolista do centro-sul do país.

Há uma revolução democrática em curso no Brasil e ela altera profundamente a forma como os pobres se relacionam com a política. O país vivencia uma inédita e profunda reestruturação de seu sistema de classes. As implicações deste processo para o futuro da nação ainda não são mensuráveis.

A grande mídia e a oposição não compreenderam que o país entrou em um novo período histórico e, desta forma, correm o risco de ficarem falando sozinhas por um bom tempo.

As pessoas não estão votando em personalidades, como supunham os próceres da campanha Serra. Estão votando no futuro – no seu futuro e no futuro do país.

A disputa eleitoral de 2010 não ficará marcada pelo “confronto de biografias”. Esta é a eleição da aposta no “Devir-Brasil” no mundo, como sugere Giuseppe Cocco. O país recompôs a esperança em seu futuro e deseja ser grande. Os brasileiros querem continuar mudando e, principalmente, melhorando suas vidas.

E o eleitor brasileiro não está “inebriado pelo consumo” como afirmou, revoltado, um dos mais preconceituosos articulistas da grande mídia. Os seres humanos fazem planos, sonham, imaginam uma vida melhor para si e para seus filhos. As pessoas estão sim – e é absolutamente legitimo que o façam – votando com a cabeça no seu próximo emprego; no seu próximo carro ou eletrodoméstico; no seu próximo empreendimento; na faculdade dos seus filhos; em seus filhos… É uma opção consciente. Não querem retroagir, preferem a continuidade da mudança conduzida por Lula, por mais que esperneiem os articulistas sempre bem pagos da grande mídia.

A “Conservação” da mudança

Talvez, nem o próprio Presidente Lula tenha se dado conta de uma outra – e também decisiva – derrota imposta ao bloco conservador. Trata-se da apropriação e ressignificação de um dos conceitos mais caros ao neoliberalismo.

Lula tomou para si a primazia da estabilidade. A defesa da estabilidade (quem diria?!) passa ser tarefa da esquerda brasileira. Mas não a estabilidade neoliberal, e sim uma nova estabilidade; a da continuidade da mudança.

O slogan da campanha Dilma não poderia ter sido mais adequado: “Para o Brasil seguir mudando”. Esta é a perfeita síntese da opinião popular no atual período; continuar mudando para que permaneçam abertas – e se ampliem – as possibilidades de mobilidade social, de emancipação e prosperidade econômica. A mensagem é simples e foi acolhida pela maioria do povo brasileiro: “conservar” a mudança e não retroagir.

A “venezuelização” do comportamento da grande mídia

Derrotados em seus próprios conceitos; perplexos diante de uma ampla maioria que lhes vira as costas (só 4% da população rejeitam Lula); impotentes diante de uma nova realidade, que se impõe diante de seus olhos, só lhes resta o golpe, que não tem força pra dar.

E se não podem “restaurar a democracia” à força, resta-lhes, então, trabalhar para que a disputa política no próximo período se dê em outros termos. Como imaginam que estarão livres da força de Lula a partir de Janeiro de 2011, iniciam uma virulenta campanha de difamação, deslegitimação e questionamento da autoridade daquela que deverá ser a primeira Presidenta do país.

Desejam fazer do Brasil uma nova Venezuela, onde posições irreconciliáveis travam uma luta sem tréguas, instaurando um clima de instabilidade e insegurança generalizado. Querem que oposição e governo não dialoguem. Preferem a radicalização ao entendimento. Concluíram que esta é a única maneira de derrotar as forças populares no futuro. Precisam retirar de nossas mãos o primado da estabilidade. Querem, de fato, venezuelizar o Brasil.

Mal se deram conta de que quase ninguém sairá vencedor em Outubro confrontando-se com Lula. Em todas as regiões do país, candidatos oposicionistas bem sucedidos resolveram absorver Lula e o sucesso de seu governo. Raros serão os candidatos oposicionistas que vencerão com discurso de oposição.

A “venezuelização” que pretendem esbarrará na força política que se assenta na emergência de um novo Brasil, que estamos a construir, e na fé de nosso povo em um futuro diferente daquele que imaginaram as oligarquias deste país.

Vinicius Wu é historiador, foi diretor da UNE e bolsista do Instituto de Planejamento Urbano e Regional da UFRJ (IPPUR), é membro do Conselho Nacional de Juventude da Presidência da República, foi chefe de Gabinete da Secretaria de Reforma do Judiciário. Twitter: @vinicius_wu / Blog: www.leituraglobal.com

FONTE:http://correiodobrasil.com.br/por-que-a-grande-midia-e-a-oposicao-resolveram-jogar-sujo/182168/

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

NOSSO LAR O FILME - OPINIÃO DA MOCIDADE QUE JÁ ASSISTIU!


Aeh...A Estréia é Hoje Pessoal...
Vejam Depoimentos de jovens que já viram o filme NOSSO LAR:

Nosso Lar o Filme: Pré estreia do Blog da Mocidade from Mocidade do CEFAK on Vimeo.


VEJAM CENAS INÉDITAS DO FILME NOSSO LAR NESSES DOIS VÍDEOS:
VEJA REPORTAGEM SOBRE NOSSO LAR NO JORNAL DA GLOBO

Depois do filme sobre Chico Xavier, lançado em abril, estréia nesta sexta-feira "Nosso Lar", uma superprodução baseada em um dos livros do médium de maior sucesso.
VEJA CENAS INÉDITAS DO FILME NO VÍDEO SHOW - REDE GLOGO

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

HOMENAGEM AO ATOR FERNANDO ALVE PINTO




***Este vídeo é uma singela homenagem a um dos nossos Grandes e Maravilhosos Atores Brasileiros: Fernando Alves Pinto***
***O vídeo possui fotos da linda carreira do nosso Querido Nando!!!!Filmes, Curtas, Peças de Teatro, Televisão!!!!!E o vídeo termina com fotos dos seus amigos, da sua família!!!***E uma foto do Nando tocando Serrote!!!!***