terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Conheça as estreias dos filmes brasileiros em 2012


por Francisco Russo

Apesar de não ter tido sucessos do porte de Tropa de Elite 2, que teve mais de 11 milhões de espectadores, o cinema brasileiro teve um bom desempenho em 2011. Afinal de contas, sete longa-metragens foram vistos por mais de um milhão de pessoas: De Pernas pro Ar (3,5 milhões), Cilada.com (2,9 milhões), Bruna Surfistinha (2,1 milhões), Assalto ao Banco Central (1,9 milhão), O Palhaço (1,4 milhão), O Homem do Futuro (1,2 milhão) e Qualquer Gato Vira-lata (1,1 milhão).

Para o ano que vem 25 longas brasileiros já tem estreia agendada. Além deles há filmes aguardados, como Faroeste Caboclo, Febre do Rato e O Abismo Prateado, que ainda não tiveram seu lançamento estabelecido. Confira a relação completa logo abaixo.

06/01 - As Aventuras de Agamenon, o Repórter (foto), de Victor Lopes

20/01 - 2 Coelhos, de Afonso Poyart

20/01 - A Música Segundo Tom Jobim, de Dora Jobim

03/02 - Mãe e Filha, de Petrus Cariry

17/02 - Hotxuá, de Letícia Sabatella

17/02 - Reis e Ratos, de Mauro Lima

Março - A Hora e a Vez de Augusto Matraga, de Vinícius Coimbra

02/03 - Billi Pig, de José Eduardo Belmonte

09/03 - Eu Receberia as Piores Notícias de seus Lindos Lábios, de Beto Brant e Renato Ciasca

09/03 - A Novela das Oito, de Odilon Rocha

16/03 - Heleno, de José Henrique Fonseca

23/03 - Giovanni Improtta, de José Wilker

23/03 - Raul - O Início, o Fim e o Meio, de Walter Carvalho

30/03 - Traço Concreto, de Danilo Pschera e Eduardo Baggio

06/04 - Xingu, de Cao Hamburger

13/04 - Nervo Craniano Zero, de Paulo Biscaia Filho

13/04 - Onde a Coruja Dorme, de Márcia Derraik e Simplício Neto

27/04 - Corações Sujos, de Vicente Amorim

27/04 - Paraísos Artificiais, de Marcos Prado

18/05 - À Beira do Caminho, de Breno Silveira

08/06 - On the Road, de Walter Salles

29/06 - E Aí, Comeu?, de Felipe Joffily

13/07 - Totalmente Inocentes, de Rodrigo Bittencourt

20/07 - Somos Tão Jovens, de Antônio Carlos de Fontoura

05/10 - Casais Inteligentes Enriquecem Juntos, de Roberto Santucci

fonte:http://www.adorocinema.com/cinenews/conheca-as-estreias-dos-filmes-brasileiros-em-2012-8545/

segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

Filme Dois Coelhos inova estética do cinema nacional


site: http://2coelhosofilme.com.br/#videos
O pessoal da redação do Daiblog ficou impressionado com o trailer do filme Dois Coelhos. Previsto para estrear nos cinemas brasileiros dia 14 de outubro, o filme é uma produção cheia de referências do mundo pop e marca a estreia de Afonso Poyart na direção de um longa-metragem.
Dois Coelhos traz um visual inovador no cinema nacional e conta em seu elenco com Alessandra Negrini (Cleópatra), Caco Ciocler (Olga), Fernando Alves Pinto (Nosso Lar), Thaide (Caixa Dois), Marat Descartes (Estamos Juntos), Thogun (Bruna Surfistinha) e Neco Villa Lobos (Meu Nome Não é Johnny).
Sinopse: Edgar (Fernando Alves Pinto) encontra-se na mesma situação que a maioria dos brasileiros, espremido entre a criminalidade, que age impunemente, e a maioria do poder público, que só age com o auxilio da corrupção. Cansado de ser vítima desta situação, ele resolve fazer justiça com as próprias mãos e elabora um plano que colocará os criminosos em rota de colisão com políticos gananciosos. Na medida que o plano de Edgar é executado, descobrimos pouco a pouco suas reais intenções e sua história, marcada por um terrível acidente e um amor que ele jamais esqueceu. Dois Coelhos é um enigmático suspense de ação onde cada minuto vale mais que todo o passado.
http://www.daiblog.com.br/2011/04/filme-dois-coelhos-inova-estetica-do.html

É o primeiro filme de ação nacional que REALMENTE me surpreendeu, é o filme Dois Coelhos, tipo de criação que NUNCA, repito, NUNCA vi no cinema brasileiro… Há influências de Quentin Tarantino, Robert Rodriguez, Guy Ritchie, e toda a cultura pop atual, com viagens desde submergidas ao mundo de GTA (Grand Theft Auto) até animações 3D com Bullet Time e Samurais (?).

Não venham com essa de Tropa de Elite e tal, que se comparado à muitos filmes de ação, até mesmo os Blockbusters sem cérebro, perde completamente em criatividade, os Tropas de Elite não são filmes ruins, são muito bons, mas estão completamente longe de estarem no meu top 10 de filmes, e eu espero de verdade que esse filme 2 Coelhos venha à estar.

Veja abaixo o trailer do filme Dois Coelhos:

SINOPSE:
Eis Edgar, um jovem de classe média alta, que simplesmente não se “encaixa”. Perto de completar 30 anos de idade, ele vive uma plena crise existencial e se encontra numa posição comum a grande maioria dos brasileiros. De um lado o poder, representado por um estado corrupto, abusivo em seus tributos e ausente perante suas obrigações. Do outro o crime, cada vez mais organizado com a violência se tornando uma constante na vida dos cidadãos das grandes metrópoles. Edgar responde a tudo isso como um justiceiro moderno. Com o auxílio de ingredientes como tecnologia, contra-informação e manipulação, Edgar elabora um plano mirabolante, genial, utilizando a ganância de seus oponentes como a razão de sua destruição.

Qual sua maior motivação para um gesto tão definitivo? Criar um propósito para sua existência? Compensar o sentimento de culpa por um acidente terrível do passado? Ter a mulher que ama ao seu lado? Impor justiça com as próprias mãos? Ao espectador, cabe fazer seu julgamento sobre a história desse jovem e seu destino: “matar dois coelhos em uma cajadada só”.

Sinopse oficial do filme Dois Coelhos:
Edgar encontra-se numa situação natural para a maioria dos brasileiros, espremido entre a criminalidade, que age impunemente, e o poder público, corrupto e ineficiente. Cansado desta situação, ele resolve fazer justiça com as próprias mãos e elabora um plano que colocará os criminosos e corruptos em rota de colisão. Dois Coelhos é um enigmático suspense de ação onde cada minuto vale mais que todo o passado.

FONTE: http://www.semmaldade.net/filme-nacional-que-promete-dois-coelhos/

2 Coelhos: ousadia e diversão na produção dirigida por Afonso Poyart


Advindo da publicidade, Afonso Poyart dirige e escreve um dos mais originais e divertidos filmes nacionais dos últimos anos.

Darlano Didimo

cinemacomrapadura.com.br
Avaliação: 8

O cinema brasileiro estava precisando de um Afonso Poyart. Não que não tenhamos talento entre os diretores nacionais, mas entre as exportações dos melhores deles para Hollywood e as limitações impostas pela Globo Filmes em suas produções, sobra pouco espaço para a ousadia. Quase nenhum, na verdade. O público está cansado das nossas bobas comédias-românticas e da intensa exploração da miséria. Por isso, é mais do que louvável que, em sua estreia em longas-metragens, Poyart explicite sua inquietude narrativa, seu senso de humor apurado e sua crítica política e faça de “2 Coelhos” uma grande bagunça, que é nada menos do que um dos mais divertidos e originais filmes já realizados no País.

Já em suas primeiras cenas, é possível notar que estamos diante de algo incomum, especialmente se estamos falando de Brasil. Efeitos especiais da mais alta qualidade e depoimentos bem ao estilo documentário ajudam a introduzir a história contada e protagonizada por Edgar (Fernando Alves Pinto), um aparente “boyzinho” viciado em videogame e pornografia, odiado por ex-namoradas e porteiros. Mas sua indignação com a sociedade, bem como sua falta de juízo, levam-no a armar um plano que visa matar, de uma só vez, um poderoso criminoso e um político corrupto de São Paulo. No entanto, nem tudo sai como esperado.

É surpresa atrás de surpresa, menos para o personagem principal e mais para os espectadores. Tendo como um de seus principais trunfos sua trama intricada, “2 Coelhos” revela sua história aos poucos, unindo seus núcleos com a inteligência de um excelente filme de suspense. Pode até dar a precipitada impressão de possuir diversos furos, mas a onisciência concedida pelo roteiro do próprio Poyart a Edgar permite que ele seja cauteloso em sua narração descontraída e escrachada. E dessa forma, o longa demonstra-se mais pretensioso e vai além de uma mera danação de um adulto com espírito de adolescente.

Uma história de amor logo surge, acompanhada de um enorme pedido de desculpas e uma vingança. De pessoal, a trama torna-se de interesse público. Mas, se nesses momentos provoca inevitáveis comparações com “Tropa de Elite 2” (especialmente ao sobrevoar São Paulo e exibir uma flamejante bandeira do Estado), o tom de brincadeira, que sempre acompanha a produção, deixa claro que felizmente não estamos diante de algo tão sério. A proposta aqui é proporcionar uma experiência cinematográfica diferenciada e intensa, jamais ultrapassando esse limite e soando por diversas vezes tarantinesca, seja por brincar com fatos reais ou pelos diálogos com outras linguagens artísticas.

Em sua direção, Poyart faz a criatividade e a loucura da mente de seu protagonista visíveis, utilizando-se para tanto de animações, elementos gráficos e diversos efeitos especiais, que também permitem uma ótima dose de sequências de ação. O cineasta até exagera em alguns momentos, especialmente no primeiro ato, mas em geral as ferramentas servem para incrementar o ritmo incansável da narrativa, cheia de idas e vindas, em uma edição muito bem realizada, que conta ainda com uma pesada trilha sonora sob responsabilidade de André Abujamra e Márcio Nigro.

Outro ponto forte de “2 Coelhos” é o seu elenco, graças a uma natural direção de atores (especialmente de coadjuvantes) e um texto descontraído, que sabe como transformar uma piada de português em um dos melhores momentos da projeção. Algumas relações entre personagens poderiam ser melhor definidas, especialmente entre Edgar e Walter (Caco Ciocler), o professor universitário que trabalha no restaurante do pai do rapaz, mas os atores compensam, sendo Fenando Alves Pinto uma agradável surpresa. Alessandra Negrini, como Júlia, a promotora corrupta, é outro destaque ao lado de Marat Descartes, o traficante-sequestrador-ladrão paulista Maicom.

Há ainda Neco Villa Lobos, como o advogado defensor dos criminosos, Thaíde, como o motoqueiro assaltante, e Thogun, como o comparsa do chefão Maicom. Todos contribuem com sua devida parcela para fazer de “2 Coelhos” um entretenimento marcante, cheio de explosões, correrias, piadas, tiros e, principalmente, inteligência, que por sorte não vem de Hollywood. É produção nacional que tem tudo para virar sucesso, cuja fonte, Afonso Poyart, deve ser preservada, para que dela advenham outros filmes tão ousados quanto.

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Darlano Dídimo é crítico do CCR desde 2009. Graduado em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Ceará (UFC), é adorador da arte cinematográfica desde a infância, mas só mais tarde veio a entender a grandiosidade que é o cinema.

http://cinemacomrapadura.com.br/criticas/247172/2-coelhos-ousadia-e-diversao-na-producao-dirigida-por-afonso-poyart/

Crítica do Filme: 2 Coelhos (2 Coelhos, Brasil)
Domingo, Janeiro 22, 2012 Silvano Vianna

Essa semana fomos convidados para a pré-estreia do filme 2 Coelhos, confesso que depois de algumas experiências negativas fui conferir esse projeto com muito pé atrás. Ano passado o Cinema Nacional mostrou cada vez mais como vem se espelhando no cinema hollywoodiano, mas copiando o de pior (clichês e roteiros vazios). Eu soube por comentários que o filme tinha um pouco essa vertente e aliava uma linguagem mais dinâmica e foi isso que me deu medo; novamente encarar um filme nacional vazio e com ação made in USA (quando penso nisso lembro logo de Besouro). Felizmente o meu medo terminou se mostrando injustificável e o filme terminou sendo muito agradável.

Quem dirige o filme é o novato Afonso Poyart que veio da publicidade e faz um belo trabalho por trás das câmeras. Ao longo do filme ele faz algumas idas e vindas na trama e mescla com alguns conceitos visuais que são bem comuns dos diretores que vêm do mundo publicitário. A edição ficou bem legal e da sentido a história que interliga muitos personagens ao mesmo tempo deixando espaço para algumas surpresas. Uma das poucas coisas que não gostei muito foi a trilha sonora, fiquei até um pouco enjoado com a música principal da trama por ter uma veia meio Malhação, mas nada que vá desqualificar a obra - acho que é questão de gosto mesmo.

Na história conhecemos Edgar (Fernando Alves Pinto) que encontra-se na mesma situação que a maioria dos brasileiros: espremido entre a criminalidade, que age impunemente, e a maioria do poder público, que só age com o auxilio da corrupção. Cansado de ser vítima desta situação, ele resolve fazer justiça com as próprias mãos e elabora um plano que colocará os criminosos em rota de colisão com políticos gananciosos. Na medida que o plano de Edgar é executado, descobrimos pouco a pouco suas reais intenções e sua história, marcada por um terrível acidente e um amor que ele jamais esqueceu. Dois Coelhos é um enigmático suspense de ação onde cada minuto vale mais que todo o passado.

Um dos grandes mériros do Poyart foi saber escolher o elenco, colocando cada ator em papel na medida do seu talento, ajudando a dar sentido a história. Esta produção mostra também que o cinema nacional ainda é capaz de fazer filmes divertidos e com um conteúdo interessante mesmo com orçamentos menores. Dois Coelhos é um bom filme que em meio a uma onda de produções vazias e sem sentido que aportam em nossas telas termina se destacando.

Crítica - 2 Coelhos


Em termos narrativos, ainda não foi visto nada igual ao filme Dois Coelhos nas produções cinematográficas brasileiras que vigoram até hoje. Com constante uso da animação gráfica – na qual a utilização de cenários do jogo GTA se junta ao registro do pensamento dos personagens, com elementos do universo fantástico – e um enredo não linear, cujas situações soltas nos minutos iniciais são explicadas posteriormente, o longa do diretor Afonso Poyart (também responsável pelo roteiro e montagem) é, de fato, ousado e inventivo, repleto de referências diretas e indiretas a um cinema que, até então, não é muito visto por aqui. Apesar de pecar pelo excessivo torpor visual, 2 Coelhos nos apresenta, na miscelânea de linguagens, algo autêntico. O cinema merece.

Excelentes efeitos visuais constroem com eficácia o universo de Dois Coelhos


Em uma São Paulo obviamente cinza, Edgar (Fernando Alves Pinto, de Onde Está a Felicidade?) passa dias no marasmo. Após planos arruinados, o jovem adulto atravessa horas jogando GTA e assistindo a filmes pornográficos na tela de um computador. Cansado da vida insossa, ele elabora um plano sinistro, no qual pretende arruinar o pacto entre criminosos e representantes do poder público, colocando-os em rota de colisão. Segundo ele, há a possibilidade perfeita de eliminar dois coelhos numa “caixa d´água” só. Ao passo em que o plano é executado, descobrimos a ligação de Edgar com Júlia (Alessandra Negrini) e o seu envolvimento em um terrível acidente.

Sendo uma espécie de mistura de Sucker Punch e Amnésia com filmes de Jorge Furtado – nos quais, da mesma forma, a utilização do off, e o uso da linguagem infográfica para explicar os meandros de determinada ação na história, são utilizados como recursos narrativos –, 2 Coelhos é eficiente tecnicamente. Os efeitos especiais e a edição de som são determinantes no ímpeto de expor o impacto sinestésico que o filme se propõe (e precisa) a ter.

Além do apelo visual, o filme 2 Coelhos tem algo a dizer

O tom de videoclipe construído mediante a excessiva utilização do slow motion após explosões, detalhes de estilhaços surgindo em câmera lenta em direção a rostos e corpos enquanto toca uma música pop, digamos, “chiclete” (Kings and Queens da banda 30 Seconds To Mars), é amostra do cinema de referência de Poyart, explícito ao máximo. O cineasta parece gritar ao mundo o quanto é apaixonado por games, clipes, música pop e montagem frenética. Isso é bom; mas a utilização em demasia de tais recursos compromete o ritmo fílmico em determinados momentos. Há uma ‘gordura estilística’ que merecia ser cortada. É bom esperar que nos próximos trabalhos o diretor utilize certas ‘paixões do entretenimento’ com mais sutileza.

Para o bem do filme, felizmente, a obra sobrevive ao deslize, pois conta uma história que cresce à medida em que o tempo passa. De forma inteligente, o roteiro encaixa pouco a pouco os “nós” anteriormente soltos e, quando o imbróglio começa a ganhar sentido, tem-se a comprovação de que Dois Coelhos não é apenas um filme de belíssimos contornos visuais. Poyart trouxe um quê de novidade ao cinema brasileiro. Forma e conteúdo. Guardem esse nome: Afonso Poyart.

http://www.cinemanarede.com/2012/01/critica-2-coelhos.html

sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

O homem que compôs “No dia em que eu saí de casa”


Quem conhece a música "No dia em que eu saí de casa", tem absoluta certeza que se trata de uma composição do cantor Zezé Di Camargo. Esse tipo de ligação é normal, principalmente por se tratar do tema do filme "Dois filhos de Francisco" que conta a história da vida do cantor e de seu irmão Luciano. Mas na verdade o compositor da música é o gaúcho Joel Marques, que a fez em homenagem à sua mãe.

Nós do Sentimento Sertanejo tivemos o prazer de conhecê-lo, durante a gravação do programa Amigos do Teodoro e Sampaio e conseguimos resgatar um pouco da história deste compositor.

“Havia combinado com minha mãe que eu viajaria mesmo contra a vontade do meu pai, pois ela já não agüentava mais a minha falação na orelha dela quase todo dia, então no dia anterior combinamos que eu não iria trabalhar e tomaria meu rumo.

Peguei uma mochila, daquelas que os hippies usavam, coloquei nela algumas roupas, e fui saindo devagar, minha mãe me acompanhava passo a passo, desde o quarto, passando pela sala, e finalmente na área, onde em muitos lugares conhece-se como alpendre, e ali parei, eu a abracei, bem apertado, deu um nó na garganta, mas a vontade de partir era tanta que me esqueci de chorar, ela me segurou mais do que eu e logo depois eu desci as escadas, virei para trás e ela me olhava com lágrimas nos olhos (encho os olhos de lágrimas agora ao lembrar) querendo pedir talvez que eu não fosse.

(...). Que eu me lembre, depois de andar uns 100 metros, olhei pra trás, e ela estava lá, com aquele seu vestido simples e o avental branco amarrado na cintura, olhando e com certeza sabendo que eu precisava ir, mas querendo que eu ficasse. Não sei se valeu a pena, talvez tenha perdido mais do que conquistado, mas a lembrança desse dia jamais saiu da minha memória.” Joel conta como ocorreu a história da música em uma declaração ao blog da Caru.

Nascido em Lagoa Vermelha, RS, teve grande influência da Jovem Guarda em sua vida artística. Em 1981, conheceu a dupla Chitãozinho e Xororó, que gravou duas de suas composições, "Pés descalços" e "Não desligue o rádio". Essas duas canções abriram caminho para parcerias que aconteceram posteriormente com a dupla.

Joel teve suas músicas gravadas por grande parte dos grandes nomes da música sertaneja, entre eles Leandro e Leonardo, Daniel, Sérgio Reis, Valderi e Mizael, Lorenço e Lourival, Roberta Miranda, Milionário e José Rico, Chrystian e Ralf entre outros.

Algumas de suas composições que foram sucesso em todo Brasil são "Não aprendi dizer Adeus", gravada pela dupla Leandro e Leonardo, “Viola está chorando”, composta com João Mineiro e Marciano, "Pode ser pra valer" de Chitãozinho e Xororó e "Preciso te encontrar", em parceria com Ivone Ribeiro, foi gravada por João Paulo e Daniel

Hoje Joel trabalha na divulgação da sua carreira como cantor e continua traduzindo sentimentos através de suas canções.


Matéria por : Talita Galero com a colaboração de Gabriela Bonafim
Fotos : Sentimento Sertanejo

FONTE: http://www.sentimentosertanejoblog.com.br/2011/03/o-homem-que-compos-no-dia-em-que-eu-sai.html

terça-feira, 3 de janeiro de 2012

iPhones 4S xinga criança e manda mãe de garoto calar a boca


Segundo jornal, menino e sua mãe testavam o aparelho em uma loja quando receberam respostas com palavrões; veja como o "truque" pode ser feito

O recurso inteligente de voz Siri, do iPhone 4S, também pode sofrer de "mau humor". Pelo menos é o que afirma uma reportagem publicada no tablóide inglês The Sun.

Segundo a publicação, um garoto de 12 anos testava o recurso em uma loja na Inglaterra quando perguntou quantas pessoas há no mundo. Como resposta, o sistema do aparelho, que busca informações na Internet para dizer ao usuário, teria incluído algo como “cale essa p* de boca, seu feioso”.

Intrigada com o caso, a mãe do garoto, uma enfermeira de 39 anos, teria repetido a pergunta e recebido a mesma resposta. Por conta disso, os atendentes da loja Tesco recolheram o aparelho, pediram desculpas e disseram que vão entrar em contato com a Apple para saber o que aconteceu.

Mas o “problema” pode ter sido apenas uma brincadeira de algum usuário da loja. Basta dizer para o celular te chamar de algo (alterar o nome do usuário) que ele passa a fazer isso. Macworld Brasil fez o teste, pedindo ao aparelho para ser chamada por um palavrão e o truque funcionou. Ou seja, o problema estaria em quem usou, não no aparelho.

http://macworldbrasil.uol.com.br/noticias/2012/01/02/iphones-4s-xinga-crianca-e-manda-mae-de-garoto-calar-a-boca/

sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

28/12/2011 - 09h48 MC Leozinho vence ação e SBT está proibido de usar o nome "Se Ela Dança, Eu Danço" da Redação


28/12/2011 - 09h48

MC Leozinho vence ação e SBT está proibido de usar o nome "Se Ela Dança, Eu Danço" da Redação

http://natelinha.uol.com.br/img/pag/315x265/img20111228101524.jpg
Divulgação

De acordo com informações do jornal "O Dia", o funkeiro MC Leozinho venceu a ação judicial que moveu contra o SBT por conta do programa "Se Ela Dança, Eu Danço".

O cantor alegou violação dos direitos autorias de seu sucesso "Ela Só Pensa em Beijar (Se Ela Dança, Eu Danço)", após não aceitar ceder o trecho e a trilha da música. “Só posso dizer que a proposta financeira que me fizeram não era interessante. Meu advogado me orientou para não me pronunciar mais sobre o assunto”, avisou o cantor.

A partir de agora, o SBT não poderá mais usar o título original e está proibido de usar a canção do funkeiro.

Procurada, a assessoria de imprensa do SBT esclareceu: “A ordem judicial consiste em não usar a expressão ‘se ela dança, eu danço’. O conteúdo artístico da atração está preservado. Portanto, a emissora vai recorrer”.

Entenda o caso
No dia 15 de dezembro, o funkeiro conseguiu uma liminar proibindo a emissora de exibir o reality show de dança, já que a atração tem o mesmo nome do refrão de seu maior sucesso.

O advogado do cantor, Sydney Sanches, disse que se o SBT não cumprir a decisão, terá que pagar uma multa de R$ 500 mil a cada veiculação.

Já na última quarta (21), a emissora exibiu o "Se Ela Dança, Eu Danço" com o título censurado. No início do programa, foi exibido um editorial apresentado por Lígia Mendes sobre a sentença judicial.

"O SBT está temporariamente impedido de usar a expressão ’Se Ela Dança, Eu Danço’ e em respeito a você telespectador pedimos desculpas pelas eventuais mudanças de cenário, grafismo, áudio e na abertura do programa", disse Lígia.

Durante o programa, o logotipo apareceu invertido no cenário e, quando os apresentadores e jurados citavam o nome "Se Ela Dança, eu Danço", um apito era soado.

http://natelinha.uol.com.br/noticias/2011/12/28/mc-leozinho-vence-acao-e-sbt-esta-proibido-de-usar-o-nome-se-ela-danca-eu-danco-094815.php

quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

Revista Veja coloca A Privataria Tucana na lista dos mais vendidos


28/12/2011 13:55, Por Redação, com Rede Atual Brasil - de São Paulo

Depois de 19 dias de publicado o livro “A Privataria Tucana”, finalmente a Revista Veja inseriu o livro na lista dos mais vendidos
Passados 19 dias da chegada de A Privataria Tucana, escrito pelo jornalista Amaury Ribeiro Júnior, a livrarias do país, a publicação foi inserida na lista dos mais vendidos de não ficção da semana da Veja na internet, nesta quarta-feira. Até a véspera, o site da editora Abril mantinha a obra de fora, apesar de outros levantamentos semelhantes destacarem o resultado de vendas do livro.
“A Privataria Tucana” apresenta documentos e informações sobre um esquema bilionário de fraudes ocorridos durante o processo de privatização de estatis na década de 1990, durante o governo do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. Com 100 mil exemplares vendidos em menos de três semanas, segundo a Geração Editorial, a publicação chegou a esgotar no primeiro fim de semana de vendas.
Por meio de documentação públicos e obtidos na Justiça, o jornalista acusa o ex-caixa de campanha do PSDB e ex-diretor da área internacional do Banco do Brasil, Ricardo Sérgio de Oliveira, de ter atuado como “artesão” da construção de consórcios de privatização em troca de propinas. Familiares e pessoas próximas ao ex-governador de São Paulo e ex-ministro do Planejamento, José Serra, também são citadas por envolvimento em lavagem de dinheiro e evasão de divisas.
A pesquisa realizada pelo portal Comunique-se mostrou que o livro já estava entre os dez mais vendidos em algumas das principais lojas do país, como as livrarias Cultura e Saraiva, em que aparece na segunda posição no segmento de não ficção, atrás somente da biografia de Steve Jobs, empresário da Apple morto neste ano, escrito por Walter Isaacson.

Agora, no ranking da Veja.com, “A Privataria Tucana” aparece na sexta posição. Na última terça-feira, esta colocação era do livro “Feliz por Nada”, de Martha Medeiros, agora em terceiro lugar. O “Guia Politicamente Incorreto da História do Brasil”, do jornalista Leandro Narloch, antes na segunda colocação, passou para a quinta. Já o segundo lugar ficou para “O Livro do Boni”, que também estava excluído da relaçaõ de dez mais vendidos.
Segundo o Comunique-se, página voltado a um noticiário sobre comunicação e jornalismo, o site da revista da editora Abril alterou a data da semana de validade do ranking. Na terça, quando o livro do jornalista brasileiro não estava na lista, a data registrada era da semana atual. Nesta quarta, quando houve a mudança, a lista passou a ser datada do dia 21 de dezembro. A revista não prestou outros esclarecimentos sobre a mudança.
http://correiodobrasil.com.br/a-privataria-tucana-entra-na-lista-dos-mais-vendidos-ate-da-veja-3/348676/
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27/12/2011 14:16,
Veja continua ignorando o livro “A Privataria Tucana”, não o colocando entre a lista dos 20 mais vendidos


O livro A Privataria Tucana, do jornalista Amaury Ribeiro Jr, está entre os dez mais vendidos em livrarias e sites de literatura. No entanto, na lista dos 20 mais vendidos da revista Veja, a publicação não aparece em nenhuma das posições.
Segundo as livrarias Cultura, Publifolha e Saraiva, além do site especializado Publishnews, o livro que divulga possíveis irregularidades cometidas por integrantes do PSDB figura no 2º lugar entre os mais vendidos, na categoria não-ficção, perdendo apenas para o livro Steve Jobs, de Walter Isaacson. A obra de Ribeiro Jr aparece em 10º no ranking anual da Fnac.
No lugar em que deveria aparecer A Privataria Tucana, a Veja destaca o Guia Politicamente Incorreto da História do Brasil, de Leandro Narloch. Nas outras listas, o livro de Narloch aparece apenas na 15ª posição.
A Privataria Tucana, editado pela Geração Editorial, é resultado de 12 anos de trabalho do ex-repórter do jornal O Globo e Estado de Minas, Amauri Rineiro Jr., que acabou indiciado pela Polícia Federal por suspeita de participar de um grupo que tentou quebrar o sigilo fiscal e bancário de políticos tucanos.
Segundo o jornalista, Serra tentou investigar detalhes da vida política de Aécio Neves, do mesmo partido, já que os dois disputavam internamente a candidatura à presidência da República, nas eleições de 2010. Irritado com a repercussão, Serra negou as acusações descritas na obra e chegou a chamar o livro de “lixo”.
Procurada pelo Comunique-se, a revista Veja preferiu não se pronunciar
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Amaury Ribeiro Jr: CPI da Privataria vai superar o livro

22/12/2011 13:54, Por Redação, com Vermelho.org
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Privataria

O jornalista autor do livro “A Privataria Tucana” Amaury Ribeiro Júnior, declarou que está muito orgulhoso com os resultados da publicação.

O jornalista e autor do livro “A Privataria Tucana” Amaury Ribeiro Júnior disse, na noite passada, acreditar que o PSDB reagirá, caso a Câmara Federal instale uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI). O pedido de investigação foi protocolado com 206 assinaturas para apurar as informações contidas no livro.

Recebido como celebridade, entre pedidos de fotografia de celular e de dedicatória no livro, Amaury afirmou viver um dos períodos mais emocionantes de sua vida. Ele participou de lançamento do livro na região central da capital paulista.

O evento aconteceu no dia em que o deputado federal Delegado Protógenes Queiroz (PCdoB-SP) protocolou pedido de CPI da Privataria. Cerca de 400 pessoas compareceram ao local, número bastante superior à expectativa dos organizadores, em função do fim de ano.

– Calculamos mal, admitiu Altamiro Borges, do Centro de Estudos da Mídia Alternativa Barão de Itararé. “Assim como a Geração Editorial, subestimamos o interesse sobre o tema.”

A alusão foi ao fato de a tiragem inicial de 15 mil exemplares ter sido vendida no primeiro fim de semana. Outros 30 mil exemplares foram rodados para atender à demanda, segundo informações da Geração Editorial. Para o evento, um auditório para 250 expectadores havia sido reservado, mas foi necessário exibir o debate em um telão para um segundo auditório, além da transmissão via internet.

O debate foi mediado por Renata Mielli, do Barão de Itararé, e pela jornalista Maria Inês Nassif, da agência Carta Maior.

O livro traz documentos e informações contra o ex-caixa de campanha do PSDB e ex-diretor da área internacional do Banco do Brasil na década de 1990 Ricardo Sérgio, apontado como “artesão” dos consórcios de privatização em troca de propinas. Outro citado é o ex-governador paulista José Serra (PSDB), que tem familiares apontados como agentes de lavagem de dinheiro e desvio de recursos públicos na venda de estatais.

Nocaute

– Quando peguei a ‘Veja’ desta semana e vi que não tinha nada (risos)… Percebi que demos um nocaute na grande imprensa, na blindagem que têm os tucanos, disse Amaury Ribeiro Jr. A maior parte dos veículos ligados aos maiores conglomerados de comunicação do país deixou o livro de lado, ou restringiram-se a dar a versão dos acusados no livro.

– Depois de um ano de tentativas de me atacar, senti o nocaute, porque eles não responderam, disse. “Nunca pensei que a gente conseguiria fazer isso. É um trabalho que, se não fosse a blogosfera e as redes sociais… Eu não conhecia nada disso. Eles (blogueiros) se articularam”, completou.

Ele afirmou ainda que acredita que “Serra vai se levantar”. “Uma das características do PSDB é ter uma conexão muito forte com Polícia Federal e o Ministério Público Federal”, afirmou.

A iniciativa dos tucanos, segundo o jornalista, será voltada a tentar desqualificar os autores da denúncia, como fizeram com o próprio Amaury Ribeiro Jr. e com Protógenes Queiroz. “Tentam transformar réu em herói e quem investiga em réu.”

O jornalista diz sentir-se orgulhoso por mostrar que as operações de lavagem de dinheiro descritas no livro são simplórias. “É diferente de fazer o povo entender corrupção quando se acha o cofre da Lunus (caso em 2001 que envolvia a governadora do Maranhão Roseane Sarney), que dava imagem (de pilhas de dinheiro)”, disse. No caso de desvios mencionados no livro, ele afirma que são “operações que pareciam sofisticadas, mas o livro consegue mostrar que não”.

Relator

Sobre a CPI da Privataria, Ribeiro Jr. defendeu que, ao ser instalada, a relatoria fique a cargo de Protógenes Queiroz. “A CPI caiu na mão certa porque Protógenes é um dos maiores especialistas em inteligência financeira”, elogiou.

– Se CPI for aberta, vou avisar que o que está no livro é pequeno. Vai chegar à sociedade a forma como a editora de uma grande revista e veículos de comunicação tiveram dívidas perdoadas depois da privatização, adiantou.

O deputado e autor do pedido da CPI, Delegado Protógenes Queiroz, e o jornalista e blogueiro Paulo Henrique Amorim, também participaram do debate.

http://correiodobrasil.com.br/amaury-ribeiro-jr-cpi-da-privataria-vai-superar-o-livro/346083/

quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

OS MELHORES E OS PIORES NO CINEMA EM 2011



A coluna semanal Script, que escrevo para O Povo Online (www.opovo.com.br) desde agosto de 2006, com resenhas de filmes dos cinemas e alguns lançamentos em DVD e Blu-Ray, me dá a honra de, por mais um ano, listar os melhores e piores de 2011.


Foi um ano de poucos filmes, com quase 200 filmes vistos em 2011, número que pretendo melhorar consideravelmente em 2012, mas antes de conferir a lista há uma informação essencial para entender as minhas escolhas.


Independente do ano de produção, os elegíveis da lista são longas-metragens que estrearam comercialmente nos cinemas do Brasil do dia 1 de janeiro até 31 de dezembro de 2011 (nada de mostras especiais e/ou festivais de cinema). Não esquecer também o injustificável atraso das estréias de algumas distribuidoras, portanto há filmes de anos anteriores (que estrearam somente em 2011) e a possível ausência de prováveis indicados e/ou vencedores do Globo de Ouro e Oscar 2012, os quais muitos dos seus principais filmes estão programados para o ano vindouro.

Como bônus, listo também outras recomendações (e não-recomendações)... Sem enumerar a preferência, mas os encaixar em sentimentos. São emoções, raivas, sorrisos e sentidos cristalizadas em som e imagem nas telonas em 2011. Para o bem ou para o mal, minha lista é...

Os Melhores

À Flor da Pele...

O que não pode faltar numa película de Pedro Almodóvar? Muitas cores, personagens e situações bizarras, sexo violento, pessoas amarradas, transexuais, crime e obsessão. E sua nova criação, o suspense dramático, A Pele que Habito (La Piele que Habito, 2011) arrepia, deixa as emoções à flor da pele. E depois de um passado trágico, uma tentativa de transformar uma vingança num recomeço e o uso da medicina em detrimento da ética, afinal, os fins justificam os meios? Uma obra quase prima, inquietante, e de tão complexo caberá até como tese, dissertações e estudo de gênero, de sua ausência ou mudança.


Nina é uma jovem bailarina escolhida para ser a nova estrela de uma tradicional companhia de ballet. Em Cisne Negro (Black Swan, 2010) de Darren Aronofsky, sua protagonista respira ansiedade, transpira perfeição, mas se veste de obsessão. E com uma beleza tão densa, tensa e sufocante, que o drama, com nuances de suspense, transcende a tela e faz nossa alma deitar sobre o belo desespero de ser perfeito. A obra provoca, de uma forma brutal, mas bela, seus mais intensos sentimentos, uma viagem emocional, sem caminho de volta, uma rua sem saída que explode em sentimentos antagônicos. Loucura, simbolismo e psicologia se confundem belamente num roteiro denso, e que traduz plasticamente em imagens um espetáculo para a mente, coração e espírito.

A Volta da Magia em...

Woody Allen nos convida para conhecer Paris. E não apenas isso, pois quando for Meia-Noite em Paris (Midnight in Paris, 2011), voltaremos aos anos 20 e encontraremos gênios da arte como Hemingway, Cole Porter, Luis Buñuel, T.S. Elliot, Picasso, Matisse, Salvador Dali, Lautrec, Gauguin, Degas... Imperdível até para quem não aprecia seu humor verborrágico, a magia está de volta e muito mais que uma viagem no tempo, é uma viagem de auto descobertas que tanto necessitamos, com uma visão sobre o passado, presente e futuro.

A comédia dramática O Palhaço (2011) dirigido, co-produzido, co-escrito, co-editado e estrelado por Selton Mello, de tanto cativar pela simplicidade se torna mágico. Uma sensação que traz também risos e apreciação dramática. Simples e bonita ao contar a história de uma trupe de circo pelo interior do Brasil nos anos 70 vai de encontro com a tradição dos picadeiros, e sua magia honra o ‘respeitável público’ e entrega um espetáculo legitimamente circense digno de aplausos.

Blockbusters de Classe...

Muito além de apenas um filme de heróis e uma aventura baseada em quadrinhos, X-Men – Primeira Classe (X-Men: First Class, 2011) de Matthew Vaugh, é uma produção classe A. Com sua história que finca bandeira na tragédia (humana) anunciada, mas nunca previsível. Um elenco – ainda sem estrelas – mas digno de aplausos, diálogos formidáveis, uma trama que cresce em tensão e força, e uma sequência final que impressiona e arrepia.

O número zero que reinicia a franquia ao ir até a sua origem, Planeta dos Macacos - A Origem (Rise of The Planet of The Apes, 2011) de Rupert Wyatt, é uma aventura de ficção tensa, bem construída (mesmo com clichês animais X humanos) e traz um espetacular misto de interpretação/efeitos especiais/expressões de Andy Serkis, como o macaco César. No aspecto dramático o roteiro constrói muito bem a relação entre o núcleo familiar e César, o verdadeiro protagonista da obra. Todo o sentimento do mundo está nos seus olhos, e são transmitidos com extrema perfeição. Palmas de pé pela atuação de Serkis e a Weta Digital, responsável pela transposição dos efeitos. Sim, o macaco está certo.

As experiências sentimentais, na origem da vida ou no fim do mundo...

A Árvore da Vida (The Tree of Life, 2011) reafirma em imagens e divagações o estilo filosófico de seu diretor, Terrence Malick, em discutir sobre a origem da vida, e como ela ecoa pela eternidade. E sua representação olha de perto uma familiar impregnada com autoritarismo por um pai rígido e a criação angelical de uma mãe que é puro amor. Todas as reminiscências emotivas do filho mais velho, que cresceu em meio ao encontro antagônico de sentimentos, vêm dessa relação familiar com suas lições dolorosas, mas valorosas do pai, e do carinho irrepreensível da mãe. “Um dia você vai cair e chorar. E então vai entender tudo".

O fim está próximo. Um olhar para o horizonte. Um simples ato de cortar galhos, gravetos. Uma mãe desesperada corre com o filho nos braços. Na dança da morte um planeta engole, esmaga, destrói a Terra. Pinturas vivas abrem e resumem o belo, intenso e verdadeiro Melancolia (Melancholia, 2011), e para o diretor de Lars von Trier a Terra já era. Mas até o fim ainda há o amor, nem que seja numa barraca imaginária com gravetos, feitos com os mesmos galhos do início e que pareciam ser tão ordinários.

Westerns: os melhores filmes do ano...

Bravura Indômita (True Grit, 2010) dos Irmãos Coen, acerta no alvo com sua violência sem concessões, numa história que retrata brutalmente o fim da inocência tingido através do poder da vingança. Com tiroteios sensacionais e um final imprevisível, que só aumentam o nível de tensão, uma obra com grandes e cinematográficas imagens. Perfeito da cena inicial, que envolve um cadáver e o cair da neve, tão brutal quanto linda, e, a última (e especial) sequência: a exasperante cavalgada à luz das estrelas, tão bela quanto tensa. Um clássico instantâneo para as novas gerações, no gênero e da história do cinema.

Rango (Idem, 2011) de Gore Verbinski, o lagarto protagonista da fábula entrincheirada em clima de faroeste, se perder para se achar no desafio de viver a história de um estranho e inverossímil herói à procura de sua própria história. Um roteiro impressionante, metaforicamente bem elaborado com temas pertinentes, como a escravidão (ou dependência) através do poder (no caso religião e água); a hora de sair da caixa e buscar seu destino; a crise de identidade e a pergunta principal: Quem sou eu? Resposta simples, ninguém até ser alguém... Temos a clássica história da queda do herói, o mito desmistificado e a volta por cima.

Alegria e Tristeza na (Dupla) Menção Honrosa:

De atmosfera nostálgica, humor completamente ingênuo e assumidamente doce, Os Muppets (2011) é um filme que já nasce Cult, uma diversão analógica para toda a família. Não precisa ser 3D, nem ter um caminhão de efeitos especiais. Sua maior tecnologia é a história, a alegria e a emoção de fazer algo com o coração, como os próprios personagens demonstram em cada cena. Seu segredo está no sentimento verdadeiro expresso em nas canções pueris (na tela), nas cores vibrantes (do filme) e nos sorrisos puros (do espectador). Redescobrir o passado é delicioso. E de arrepiar.

O título original é Blue Valentine, algo como um triste romance, exatamente o que essa delicada obra é. Esqueça o título comercial do Brasil, Namorados Para Sempre (2010) não é uma comédia romântica tradicional, tampouco previsível. O que você verá é um drama pesado, triste e muito, muito belo. Cinema em alto nível e um show de interpretações (Ryan Gosling, um sensível apaixonado e a resolvida Michelle Williams) numa história de amor recontada aos pedaços. Entre a o fim de uma vida construída a dois e o começo, com incertezas e muito romance. Repleto de cenas inesquecíveis, no vai e vem cronológico dos fatos, de contraponto ideal entre o romance e seu fim, como na tentativa de romance no quarto do futuro (de iluminação azul, triste até dizer chega), e o uso da música do casal. Ao final, o que pode ficar aos pedaços é seu coração, mas os créditos finais de uma beleza ímpar, dão um suspiro de felicidade naquelas vidas destruídas, e nos relembra que, como dizia o poeta, tristeza não tem fim, felicidade sim.

Outros filmes recomendados: Tudo Pelo Poder (2011); Rio (2011); Cópia Fiel (2010); Harry Potter e as Relíquias da Morte – Parte 2 (2011); Amor à Toda Prova (2011); Operação Madrinha de Casamento (2011); O Discurso do Rei (2010); O Vencedor (2010); Pânico 4 (2011); Contra o Tempo (2011); Menção honrosa: Super 8 (2011);

Os Piores de 2011

10. O Turista;

9. Não adiantou Nicolas Cage (que tenta impressionar na cara de durão desesperado) ou Nicole Kidman (que se resume a fazer caras, boas e gritar) nem para desviar a atenção. Reféns é tão maçante que chega a ser sacal. E sem surpresas, tensão que se anula e burocraticamente dirigido por Schumacher. Que sono.


8. Conan;

- Seu pequeno se sai melhor como o imbatível Conan mirim. / suas (muitas) cenas de ação são bem fechadas. Pouco se percebe o 3D. Por muitas vezes nem conseguimos compreender o que se passa na tela, ou pelos menos localizar a ação, os personagens... / Seus elementos principais do original eram sangue, algum sexo, a violência e a magia. Conan era movido pela incansável fúria da vingança. E onde está a vingança quando o seu interesse romântico (que coisa mais estranha para colocar numa resenha de um filme sobre um bárbaro) é seqüestrada? E a magia? Não há quase nenhuma, ou apenas de fato na bela cena dos guerreiros de areia. Ao final Conan, O Bárbaro não é nada bárbaro. -

7. O pior das comédias americanas

Se no original Professora Sem Classe (2011) é Bad Teacher, ou Professora Má, a o título real bem que poderia ser Bad Movie, ou na tradução, Filme Ruim. A dita comédia (!?) não merece nem recuperação nem dependência, está reprovado direto e vai fácil para a lista dos piores do ano. Então turma, pode faltar essa aula...; Se você acha que já viu tudo de apelação na comédia, você ainda não viu Eu Queria Ter a Sua Vida (The Change-Up, 2011). Bem, na verdade, eu não queria ter visto esse filme. Se o mote já - troca de corpos entre um pai de família e um boa vida já é batido, fica pior e bem pior com o nível, ops, na verdade a falta de nível dessa obra medonha; Professora sem classe; O Zelador Animal (Zookeeper, 2011) é assumidamente um filme infantil. E até demais. Na trama um zelador foi chutado por namorada tenta recuperá-la com a ajuda dos animais. Com um detalhe, os animais falam. O resultado é de humor meramente físico, esquecível e bobo, muito bobo;

6. O ridículo das comédias nacionais...

Perdoe o trocadilho, mas mediante o resultado final e o título da comédia nacional Cilada.com (Idem, 2011) de José Alvarenga Jr., a produção se auto resume como uma cilada. Grosseira, apelativa e – um pouco diferente de sua origem como série de TV – nada inteligente. Se antes, as ciladas em que Bruno Mazzeo se metia na tela pequena eram mais dialogadas e bem menos pastelão, na tela grande todas as piadas envolvem muitos palavrões, nenhuma sutileza e bastante sexo. Nada contra, mas se ri duas vezes, foi muito. Volta pra TV, volta.

Situações constrangedores, atuações sofríveis e um texto, além de previsível, muito sem graça. O (engraçadinho) personagem Magrão resume o filme Vira-Lata, ops, Qualquer Gato Vira-Lata com seu bordão em várias ocasiões: “Iiiii... Patético, brother, patético!”. NOTA: 2,0

5. As histórias são reais, mas os filmes não mereciam existir...

São intermináveis 100 minutos, que parecem muito mais de duas horas. Procura ação? Tensão? Não encontrará nada disso aqui. Se o crime não compensa, o crime cinematográfico Assalto ao Banco Central (2011), muito menos. Eriberto Leão solta uma das pérolas do longa, e, após o assalto bem sucedido dispara “nessas horas, dá o maior orgulho de ser brasileiro”. E eu respondo: de um filme como esse eu tenho é vergonha. Do filme, não de ser brasileiro.

Com atores e situações dos outros filmes espíritas (Bezerra de Menezes, Nosso Lar e Chico Xavier), As Mães de Chico Xavier (2011) parece ser o primeiro filme nacional a ter e ser um crossover (cruzamento de informações), spin-off (personagens de filmes anteriores em outros filmes) e continuação juntos num só produto. Requentado, simplório, e que martela os preceitos espíritas para o grande público. E, abordar a questão do aborto de uma forma que só existe um lado, transforma a situação em dualismo moral, transformando o caso num embate do bem VS, o mal. E a frase final "dedicado às crianças vítimas do aborto provocado" só piora tudo.

4. Vergolha Alheia...

Padre (Priest, 2011) é tão confiável quanto um produto genérico mais barato vendido por um coreano na esquina. Ex-soldado da Igreja que combateu o mal luta contra o retorno dos vampiros e do poder de uma sociedade totalitária. Roteiro que aposta na ação (e suas cenas exageradas), sem aprofundamento psicológico ou mesmo dramaticidade numa trama tão rápida quanto o trem supersônico do longa. As más atuações do elenco só corroboram para o saldo final nada recompensador. A boa notícia é que é curto, com menos de uma hora e meia. Mas ainda assim é uma experiência (sonolentamente) ruim.


Feito com a vontade de ser a adaptação do conto de “Chapeuzinho Vermelho” (dos Irmãos Grimm) para a geração “Crepúsculo”, incluindo aí a diretora Catherine Hardwick, mas Deu a Louca na Chapeuzinho, ops, A Garota da Capa Vermelha (Red Riding Hood, 2011) é hilário. Resultado: vergonhosamente um vexame a todos os envolvidos. O que era para ser um misto de suspense e romance de época se tornou apenas e tão somente patético.

3. O lado mais podre do Blockbuster...

Sabe o termo perda total? Quando, em vez da reparação do veículo, a seguradora paga uma indenização em dinheiro por ser mais vantajoso pagar o prejuízo do que consertá-lo? Pois é, Transformers 3 (Idem, 2011) é ‘quase perda total’, e sem a compensação financeira... Só não ganha o carimbo de ‘PT’ pelos efeitos realmente especiais (que todos os milhões da produção podem justificar) e um espetacular 3D, que merece elogios. O resultado final é algo entre um comercial de pasta de dente (ou seria de moda?), vários videoclipes (quero ser) pop, uma grande campanha publicitária de carros (GM?) ou do poderio militar americano (com a mensagem ‘não mexa comigo, porque sou poderoso!’). E em 3D. Escolha a opção que você preferir.


Conferir Amanhecer – Parte 1 (The Breaking Dawn – Part 1, 2011) de Bill Condon, no cinema é um teste de paciência. Não por causa das fãs histéricas ou qualquer outra coisa. O mais irritante, aborrecido e cruel é ter de conferir algo tão sem conteúdo. Uma coisa que se denomina “saga”, sem jamais alcançar tal chancela. Que prega (e tenta justificar) conceitos bizarros e brinca com a natureza de personagens míticos (lobos e vampiros) em prol de um romance insípido, inodoro e incolor. Não se desfaz o poder do amor, o mito da paixão em prol de nada. Aqui tudo se esforça para ser ridículo. E consegue, é esfacelado, destroçado, liquidificado num resultado que é pura comédia de tão ruim. Uma comédia involuntária.

2. Trash do Trash...

De 3D grosseiro e conteúdo ainda pior, Fúria Sobre Rodas (Idem, 2011) é um trash do trash, e de bizarrice infinita. E que, ainda se assumisse como algo do gênero citado acima, continuaria muito, mas ruim. E que mesmo calcado no exagero, em falas bizarras, incontáveis situações toscas, não-atuações e momentos de gargalhar, o filme de ação se leva muito à sério. Não dá.

1. Imbatível:

A vida de um escritor parece estar conectada ao número 11, e é sugerido que o dia 11-11-11 será apocalíptico, o qual o abrirá o 11º. portal blá blá blá... No final é uma ideia concebida com a data sem nenhum tipo de sustentação. Sustos? É mais fácil rir dos absurdos narrativos do (não) suspense. Desaparecimento de personagens, situações completamente implausíveis, defeitos especiais, uma mensagem da manipulação através da religião e uma pretensa reviravolta final o fazem profeticamente um nada.

Menção desonrosa: Carros 2 (Cars 2, 2011) manchou o lastro Pixar de perfeição. Não sei como ela consegue; Suker Punch;

*Daniel Herculano (siga no Twitter @DanielHerculano) é estudante de Jornalismo e titular do programete #Cineminha na Beach Park FM 101.7. Crítico de cinema formado em cursos de Ana Maria Bahiana (Uol/Globo de Ouro), Pablo Villaça (Cinema em Cena/OFCS), Ruy Gardnier (O Globo/Contracampo) e Joaquim Assis (Roteirista). É graduado em Comunicação Social e assessor de comunicação da A+ Business Criativo.

FONTE: http://www.opovo.com.br/app/colunas/script/2011/12/28/noticiascript,2364400/o-melhor-e-o-pior-de-2011-no-cinema.shtml